A Mentalidade de Anão Diplomático Venceu: Um Fantoche Globalista no Itamaraty

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Paulo Eneas

Dentre as opções apresentadas para chefia do Ministério das Relações Exteriores, o presidente Michel Temer escolheu a pior: o comunista e ex-guerrilheiro Aloysio Nunes, senador tucano. É fato que o presidente governa com uma base parlamentar formada em sua maioria por congressistas corruptos e esquerdistas, de modo que a chamada governabilidade somente fica assegurada com a distribuição de cargos na máquina do estado para essa base.

Também é fato que essa base parlamentar corrupta e fisiológica em grande parte é a mesma que deu sustentação ao governo petista, evidenciando assim um traço característico da miserável tradição política brasileira: a maioria dos políticos não está preocupada com programas de governo e muito menos com distinções ideológicas. A maioria está preocupada unicamente em ocupar posições no estamento burocrático para dele se beneficiar, o que faz com que as instituições do estado brasileiro estejam sempre a serviço da classe politica, seja por razões fisiológicas ou ideológicas ou ambas, e nunca a serviço da sociedade.

Ainda que se leve em consideração esses fatores ditados pela realpolitik, não há justificativa alguma para a escolha feita por Michel Temer. O presidente, que já desfruta de uma base parlamentar razoável, poderia muito bem usar de sua autoridade e decidir tirar o Itamaraty da mesa de negociação de cargos, indicando um diplomata de carreira ou alguém de perfil distinto para a chefia da diplomacia brasileira. Seria a oportunidade para o país abandonar a vocação de anão diplomático a serviço da agenda globalista internacional, como vem ocorrendo desde o final do regime militar e que foi acentuado durante a era petista, e que prossegue sob o atual governo.

A falácia dos blocos comerciais
Em suas primeiras declarações, o agora ministro Aloysio Nunes falou em fortalecer a inserção competitiva do país no mercado internacional por meio de acordos entre União Europeia e Mercosul. Trata-se de uma afirmação estúpida, resultante de uma combinação de ignorância geopolítica com o papel de fantoche de globalistas exercido com zelo pelo ministro defensor de open borders.

É preciso ter em mente que a inserção competitiva do país no mercado internacional se dará em primeiro lugar pelo aumento da produtividade da economia brasileira, o que por sua vez demanda reformas na área tributária e trabalhista, além de melhorias em infraestrutura. Essa inserção não se dará pela adesão a blocos comerciais multilaterais, pois estes não foram concebidos para incrementar o livre comércio, mas sim para fazer o gerenciamento do comércio internacional por meio de órgãos transnacionais formados por burocratas não eleitos e lobistas, como muito bem descreve o excelente analista Felipe G. Martins

Estes blocos representam embriões de um projeto de poder globalista, razão pela qual eles têm sido rechaçados pelo crescente movimento conservador em todo o mundo ocidental: foi assim com o Brexit, e foi assim a decisão acertada de Donald Trump de sair do acordo comercial transpacífico. Nenhum país irá conseguir inserção competitiva e ao mesmo tempo preservar sua soberania submetendo-se a acordos multilaterais representados pelos principais blocos comerciais hoje existentes, pois eles são expressões de projetos globalistas que precisam ser extintos.

No que diz respeito aos brasileiros, o Mercosul tem sido um óbice para o comércio exterior nacional, uma vez que ele funciona como âncora que impede o Brasil de firmar acordos bilaterais com outros países. A União Europeia, por sua vez, poderá possivelmente deixar de existir nos próximos anos, especialmente se a direita conservadora vencer as eleições desse ano na França, na Alemanha e na Itália, o que acreditamos e esperamos que venha a acontecer.

Portanto, quando o agora ministro Aloysio Nunes fala em vincular a inserção internacional do Brasil a acordos entre blocos comerciais, ele demonstra não ter ideia do que está falando, confirmando assim  que sua nomeação foi a pior escolha que Michel Temer poderia fazer.

#CriticaNacional #TrueNews


 

2 comments

  1. Se essa base aliada estivesse a cargo do PT não teria tirado Dilma. A política externa no governo PETRALHA era aliada a Chaves, depois Maduro, a Evo Morales , Cristina Kirchner e aos assassinos Cubanos. Era conduzida por Celso Amorim e orientada pelo rei do tártaro, Marco Aurelio Garcia.
    Essa análise tem um claro viés.

  2. Perfeito! Foi o que eu disse em outro comentário sobre a crise que assola o plantel brasileiro de “otoridades” para a ocupação de cargos e funções.

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