Eleições Presidenciais: João Dória & Jair Bolsonaro

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por paulo eneas
O nosso entendimento a respeito do atual cenário político em vista das próximas eleições presidenciais é de que a candidatura de João Dória é um fato consumado e decidido. Decidido aliás, ao menos como balão de ensaio, muito antes das das últimas eleições municipais. As negativas das partes envolvidas não passam do jogo de cena habitual da classe política, típico de uma fase de balão de ensaio representada pela sua passagem na prefeitura paulistana.

Também é nosso entendimento que essa candidatura irá arrastar parte da direita brasileira, que se deixou seduzir pelo canto de sereia do eficiente marketing do já experiente e tarimbado político tucano. Um marketing tão eficiente que consegue ser percebido, até mesmo por parte dessa direita seduzida, como sendo guerra político-ideológica contra a esquerda, quando na verdade corresponde a um marketing eleitoral muito competente destinado a sepultar o moribundo petismo.

João Dória é um político tarimbado e experiente o bastante para conseguir descolar-se da imagem tradicional de político e se apresentar como uma novidade ou um outsider, a despeito de mais de vinte anos de atuação nos quadros do PSDB e dos vários cargos ocupados em diferentes governos, a começar pelo governo de José Sarney. João Dória será candidato, arrastará parte da direita e em um eventual segundo turno com Jair Bolsonaro, o candidato socialdemocrata terá o apoio de praticamente toda a esquerda.

Esse é o cenário por ora desenhado segundo nosso entendimento. Ao nosso ver, a definição efetiva da identidade do campo da direita brasileira se dará então em termos daqueles segmentos que permanecerem alinhados com a candidatura de Jair Bolsonaro, e que optarem por não ceder de imediato ao canto de sereia sedutor e sedicente da nova estrela da socialdemocracia brasileira.

#CriticaNacional #TrueNews


 

4 comments

  1. Desculpa minha completa ignorancia.
    Mas se acordos politicos serao precisos num eventual segundo turno. Por que bolsonaro nao conversa agora com os partidos e tenta uma alianca . Ja que vai fazer isso depois qdo ja tiver ido tudo pro buraco

    1. Porque o establishment já está se movendo em direção a mais um boicote a ele, como o PP fez em 2014 se vendendo à extrema-esquerda bolivariana.

      O PSC já o traiu (para mim, era claro que o usaram visando apenas as eleições municipais), enquanto PR e PTB não o aceitaram como candidato à presidente. Do jeito que as coisas estão, qual partido vai abrir mão de se vender ao establishment para apoiar um político honesto que não protege bandidos?

      O melhor que eles fariam para 2018 é se juntarem ao Partido Militar Brasileiro ajudando-o a ser homologado e montando uma bancada razoável puxando votos com sua popularidade. Ademais, não adianta Bolsonaro chegar à Presidência sem base parlamentar, por isso acho que ele está indo com muita sede ao pote e deveria fazer um planejamento de longo prazo fortalecendo o Partido Militar.

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