31 de Março de 1964: O Segundo Dia de Nossa Independência

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por paulo eneas
Há exatos cinquenta e três anos o Brasil se livrou de se tornar uma Cuba de dimensões continentais. Esse fato por si só seria, e realmente o é, suficiente para transformar esse dia em nossa segunda data nacional, nosso segundo sete de setembro. Os brasileiros que eram crianças ou nascidos naquele período ainda desconhecem a verdadeira história do país do último meio século.

A narrativa histórica que prevaleceu foi aquele inventada pelos comunistas derrotados: uma narrativa mentirosa, mas poderosa e criativa, que serviu não apenas para pavimentar a volta da esquerda ao poder ao final do regime militar, como serviu também para moldar o imaginário e a cultura e a produção artística do país nas últimas décadas.

Estatismo na economia e derrota na guerra cultural
Não é difícil apontar os erros do regime militar: os liberais apontam sempre para vocação estatista na economia, e autores conservadores mencionam sempre a inépcia dos militares em compreender o gramscianismo e a estratégia de ocupação de espaços na guerra cultural que a esquerda empreendeu sob seus coturnos, enquanto esses se ocupavam de combater e eliminar a guerrilha comunista.

Do nosso ponto de vista, o principal erro do regime militar não foi nenhum desses dois, e logo abaixo iremos dizer porque. Ao nosso ver, o principal erro do regime foi ter aniquilado com a direita nacional. Se houve uma vítima do regime militar, essa vítima foi a direita conservadora, que deixou de existir no país como força política organizada e assim persiste até hoje, mais de três décadas após o fim do regime.

O estatismo na economia está longe de ter sido o principal problema. Durante o regime militar, o país saiu de uma posição internacional irrelevante para se tornar a quinta economia do mundo. A herança estatista poderia, como foi em parte, ser resolvida posteriormente com uma canetada privatizadora quando as circunstâncias mudassem.

No campo da guerra cultural, o regime militar não pode ser responsabilizado sozinho pela ocupação de espaços que a esquerda promoveu. Pois a estratégia de ocupação foi empreendida com sucesso pela esquerda em todo o mundo ocidental, não importando se os regimes fossem democracias parlamentares ou regimes de exceção.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a ocupação de espaços por parte da esquerda na imprensa e universidades e meio artístico, se deu no mesmo período e numa escala muito maior e mais acentuada, e seus métodos de ocupação foram copiados pela esquerda brasileira. Se existe uma parcela de responsabilidade do regime militar nesse caso, ela deve ser associada à facilitação que o regime promoveu para que essa ocupação ocorresse, com base na tese errônea da “panela de pressão”, de Golbery do Couto e Silva.

Mais do que necessário, o regime militar foi bom para o país
O regime militar não foi apenas necessário em um dado momento de nossa história. O regime foi bom para a nação. Em cerca de vinte anos os país cresceu, saindo de uma economia essencialmente agrária de baixa produtividade para se tornar a quinta economia industrial do mundo, e um dos maiores produtores agrícolas do planeta. Milhões de brasileiros passaram a ter acesso a educação formal, e o sentimento de civismo e orgulho nacional foram incentivados.

O derrota da guerrilha comunista foi fundamental para que não tivéssemos hoje o equivalente das FARC’s colombianas controlando partes do território nacional. Os erros do regime analisados acima, e outros que poderiam ser mencionados, devem ser apontados por conta de nosso compromisso com a verdade.

Mas esses erros não podem servir para negar a importância sem igual que teve o regime militar na história recente da nação. Por esse motivo, o 31 de Março deve sempre ser celebrado, e seus protagonistas merecem estar entre os verdadeiros  heróis da história do pais.

#CriticaNacional #TrueNews


 

8 comments

  1. Que bom ler essas palavras. Meu pai era Capitão e teve que aguentar essa corja. Esses são os verdadeiros traidores da Nação.
    Estão aí de volta e mostrando que comunista bom é comunista com muita, mas muita grana – dos trouxas – no bolso, espertamente roubado.

    1. Meu pai foi soldado da FAB de 1963 a 1967, sendo um dos muitos heróis anônimos que com sua pequena colaboração escorraçou a corja vermelha na Revolução de 31 de março de 1964. Antes disso, ele fez parte da História ao estar no pequeno contingente da PA no infame comício de Jango na Central do Brasil, com vários simulacros de foices e martelos sendo brandidos pela súcia comunista.

      Ele me contou sobre os momentos de tensão no Campo dos Afonsos nos dias da Revolução, com todos os militares aquartelados e tensos, mas sem informações sobre o que realmente se passava no país naqueles dias. Os soldados sabiam que “o bicho estava pegando” apenas porque receberam uma caixa de 20 cartuchos para tirarem serviço, além dos 5 que iam no mosquetão.

      Aproveitando que você é filho de militar, junte-se não só você como também seu pai ao Partido Militar Brasileiro, para darmos continuidade ao trabalho dos heróis de 64 e combatermos a praga vermelha.

  2. “Ao nosso ver, o principal erro do regime foi ter aniquilado com a direita nacional.”

    Eu gostaria de saber em quê Olavo e sua turma se baseiam para falar isso. Estão se referindo ao alijamento político de Carlos Lacerda? Vejo muita gente defendendo uma figura idealizada deste, esquecendo-se que ele era um oportunista que se aliou à corja vermelha na “Frente Ampla”.

    A verdade é que por termos nascido sob a égide maçônica, nunca tivemos uma “direita” organizada em toda a América Latina. Os “saquaremas” não eram tão conservadores como muitos imaginam e até mesmo a Ação Integralista Brasileira tinha algumas coisas “estranhas”, por assim dizer, em seu discurso e práticas.

    Sou repetitivo e insisto: unamo-nos ou pelo menos apoiemos o Partido Militar Brasileiro (PMBr), a primeira força direitista desde sua origem inteiramente popular, sem caciquismo político, e mais organizada atualmente no Brasil.

    http://www.partidomilitar.com.br

  3. O site poeeria também fazer a mesma analise para o período governado por Pedro II. Está mais do que na hora do país recuperar suas fundamentações e laços históricos. História essa que foi forjada e falsiada com a criação da famigerada república.

    O Brasil nunca foi colônia de portugal.
    Era e foi um projeto da Ordem de Cristo de Portugal, a terra de Santa Cruz.

    1. O problema foi a infiltração maçônica na Corte lusitana, que fez com que perdêssemos aliados desde a perseguição e expulsão da Companhia de Jesus, bem como o josefismo de Dom Pedro II na “Questão Religiosa”.

      Quando o poder ia sair das mãos maçônicas com a Princesa Isabel, veio o golpe.

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