Um Bon Vivant de Esquerda e Socialista

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por paulo eneas
Após as revelações de Emílio Odebrecht a respeito das relações criminosas entre sua empresa e os petistas, começam a surgir esforços por parte da esquerda em se descolar desses fatos, para preservar a imagem da esquerda e atribuir os fatos revelados somente a um suposto desvio de caráter de Lula e dos demais envolvidos.

Trata-se do mesmo expediente cínico usado pela esquerda no mundo inteiro quando confrontada com as mazelas que o pensamento esquerdista produziu e produz ao longo da história quando colocado em prática: irão dizer que foi um desvio, e que o ideal socialista, considerado bom e justo por definição, foi deturpado.

É preciso colocar as coisas em termos claros e inequívocos: ao contrário do que afirma Emílio Odebrecht, Lula não era apenas um bon vivant sem relação alguma com comunistas. Lula era e continua sendo o resumo e a síntese do líder socialista e comunista que encarna e expressa tudo aquilo que a esquerda é e representa, em termos de sua amoralidade, de sua disposição para práticas corruptas, de sua disposição para trair os interesses nacionais em nome de uma causa ideológica, bem como de sua habilidade e capacidade de mentir.

Alguns jornalistas de esquerda, principalmente aqueles que durante anos se acostumaram a alugar a boca e a pena para o projeto de poder socialista criminoso empreendido pelo petismo, projeto esse blindado durante anos pelos tucanos na condição de partícipes minoritários, estão agora fazendo cara de paisagem e procurando se mostrar surpresos ou indignados diante das revelações do chefe da Odebrecht. Nada pode ser mais cínico e mentiroso.

A esquerda tenta se limpar usando a sujeira que ela mesma criou
A tentativa de exibir surpresa e decepção ou indignação agora não passa de um exercício de dissimulação que a esquerda sempre adotou para, usando uma expressão cunhada pelo professor Olavo de Carvalho, tentar limpar-se usando a sujeira que ela própria criou. Pouco importa o quanto Lula tenha ou não lido sobre Marx e o que ele pensa sobre socialismo e comunismo. O que realmente importa foi o que ele fez, as suas ações concretas, em favor do movimento comunista na América Latina.

E essas ações não foram poucas: Lula criou o Foro de São Paulo juntamente com o genocida Fidel Castro. Com a ajuda do tucano Fernando Henrique Cardoso, ajudou na implantação da ditadura narco-comunista na Venezuela. Desempenhou papel fundamental na sobrevivência da ditadura comunista cubana. Auxiliou e deu respaldo financeiro e diplomático a ditaduras genocidas africanas ligada ao mundo islâmico.

Lula pode ser realmente um bon vivant, mas isso é irrelevante. Importa é que ele foi e ainda é a expressão mais acabada de tudo aquilo que a esquerda representa e é capaz de produzir. Lula não teria existido como personagem político se não fosse o movimento comunista. Este por sua vez não teria ido tão longe no continente latino-americano e em nosso país se não fosse a figura de Lula. Ambos são indissociáveis.

O esforço que a esquerda está fazendo agora para se descolar da imagem de Lula revela apenas o traço de caráter cínico e mentiroso de ambos. A esquerda não se resume a Lula e continuará existindo sem ele, como já fez no passado com outros líderes que caíram em desgraça. Mas o líder petista representa tudo aquilo que a esquerda é capaz de produzir. E nada espelha melhor a real natureza da esquerda do que a trajetória de crimes do líder petista.

#CriticaNacional #TrueNews


 

3 comments

  1. Segundo o Mario Sabino, o careca do Antagonista: “Lula não era socialista, era capitalista pois gostava muito de dinheiro”.

    Seu histórico profissional e sua visão deturparda da vista mostram claramente o fundo do poço que é o jornalismo na Banânia.

  2. Uma excelente descrição do momento.
    De certa forma, até mesmo diante da enormidade de delações, o que em tese ajuda, querem esvaziar ou, melhor, diminuir a total e irrestrita responabilidade do ‘ chefe ‘.
    Uma espécie de desprezo deliberado consentido; uma estratégia esquerdista, como bem assinalou o Paulo Eneas.

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