por paulo eneas
O centro da argumentação da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) em seu depoimento à CPMI das Fake News é a condenação que ela faz de assessores parlamentares que supostamente utilizam as redes sociais como parte de sua atividade política. A deputada usa esse argumento, dando a entender que ela própria e seus assessores não fizessem uso das redes para expressarem-se politicamente.

Em sua fala, fica claro que quando essa atividade política nas redes sociais é exercida por parlamentares ou assessores de parlamentares fiéis ao Presidente Bolsonaro, como por exemplo o deputado estadual Douglas Garcia, Joice Hasselmann chama essa atividade de “ataques”, empregando a mesma técnica retórica vitimista de petistas como Maria do Rosário, que tem na vitimização histérica o seu principal recurso como meio de expressão política.

A falácia do argumento de Joice Hasselmann é ignorar que a atividade parlamentar é, por óbvio, uma atividade política, bem como as atividades exercidas por inúmeros assessores destes parlamentares, incluindo seguramente os assessores dela própria.

Por sua vez, é sabido que a esquerda comunista e social-democrata exercem a hegemonia sobre os meios de comunicação, de modo que a atividade política da direita é feita majoritariamente pela internet. Portanto, a direita tem na internet seu principal e muitas vezes único meio de dirigir-se à opinião pública. A própria Joice Hasselmann, antes de eleger-se na onda bolsonarista, tornou-se pessoa pública através da internet.

Portanto, não tem cabimento a deputada “acusar” as pessoas envolvidas em atividade política remunerada e de estarem “usando dinheiro público” para o exercício dessa atividade, também através das redes sociais. Pois o uso das redes é inerente à atuação política da direita, o que inclui parlamentares e assessores.

Assim, querer constranger um parlamentar de direita e seus assessores a não usar rede social é o mesmo que cercear sua liberdade de expressão e sua atividade política para a qual foi eleito. De resto, caberia perguntar à própria deputada se ela e seus assessores em nenhum momento utilizam redes sociais para suas atividades políticas.

Se utilizam, caberia também perguntar à Sra. Joice Hasselmann se ela acusaria a si própria e a seus assessores, da mesma maneira que está acusando seus desafetos, a menos que ela tenha aderido à conhecida ética esquerdista de usar um duplo padrão moral para julgar fatos semelhantes de maneira distinta, segundo critérios de conveniência. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews