por paulo eneas
O Crítica Nacional foi contactado nesta quinta-feira (27/02) por um reporter da empresa Aos Fatos, que apresenta-se no mercado como agência de fact checking, para obter informações sobre o artigo JORNALISTA VERA MAGALHÃES MENTE AO AFIRMAR QUE PRESIDENTE BOLSONARO ENVIOU MENSAGEM CONVOCANDO MANIFESTAÇÕES, publicado ontem em nosso portal jornalístico.

O reporter desejava saber quais informações levaram o Crítica Nacional a afirmar no referido artigo que a jornalista Vera Magalhães “mentiu desbravadamente” em relação à natureza das Manifestações de 15 de Março e sobre o suposto papel do Presidente Bolsonaro em relação a estes atos. A resposta que enviamos à agência pode ser vista a seguir.

Resposta à Agência Aos Fatos
A matéria do Crítica Nacional de 26/02 afirma que a jornalista Vera Magalhães mentiu, entre outros, ao afirmar que Presidente da República teria enviado mensagens pelo aplicativo WhatsApp “convocando” pessoas para as Manifestações de 15 de Março, e mantemos essa afirmação. Mantemos porque segundo nossas fontes de Brasília o presidente sabe de suas responsabilidades como Chefe de Estado e da conduta dele esperada nessa condição.

A jornalista baseia-se, segundo ela mesma faz questão de mostrar, em um print de mensagem privada supostamente atribuída ao Presidente da República. Ela vem afirmando também que o Presidente Bolsonaro supostamente teria “confirmado” o envio de tal mensagem em publicação feita no twitter, o que constitui-se em uma absoluta distorção dos fatos e das palavras do presidente.

O presidente, que possui dezenas de milhões de seguidores nas redes sociais, afirmou possuir uma grupo restrito de pessoas com quem ele troca mensagens reservadamente. Ainda que hipoteticamente houvesse o Presidente trocado mensagens com esse conteúdo com algumas pessoas, a natureza dessas mensagens é de caráter privado e não constitui-se em “divulgação” de qualquer natureza. Até porque, tivesse o Presidente interesse em divulgar um determinado conteúdo, ele o faria para seus milhões de seguidores.

Além disso, entendemos que cabe à jornalista dar ciência e prova tangível e inquestionável da autenticidade deste print no qual ela se ancora para construir sua narrativa. O Crítica Nacional, por sua vez, não faz jornalismo baseado em prints, e sim em análises cuidadosas do cenário político e em fontes confiáveis e fidedignas, o que tem assegurado ao nosso portal uma credibilidade jornalística crescente junto ao público.

Afirmamos também, e reafirmamos, ser mentirosas as afirmações feitas pela jornalista sobre a natureza das Manifestações de 15 Março, que Vera Magalhães afirma que serão atos hostis ao Congresso Nacional e às instituições. A própria jornalista conversou com uma pessoa ligada aos organizadores das manifestações, o empresário Otávio Fakhoury que, conforme reportagem por ela mesma publicada, explicou de maneira quase didática que as manifestações não serão contra o Congresso Nacional e nem contra as instituições.

A despeito disso, a jornalista vem insistindo em fazer afirmações sobre a natureza das manifestações, e que têm sido reproduzidas pelo restante da grande imprensa, que resumem-se à opinião já previamente formada que ela tem sobre movimentos dessa natureza. Obviamente a jornalista tem o direito de ter e de expressar a opinião que bem entender sobre movimentos cívicos da sociedade, mas ela não pode enganar o público como vem fazendo exibindo a sua opinião como se fosse expressão da realidade desses movimentos.

Um princípio elementar do jornalismo consiste em distinguir fato de opinião. No que diz respeito às Manifestações de 15 de Março, o fato concreto é que a natureza desses atos, que serão de apoio ao Presidente Bolsonaro e de defesa da instituições, da independência dos três poderes e da democracia, tem sido ignorada pela jornalista, que insiste em descrever tais atos com base em sua opinião, como se sua opinião representasse uma verdade que encontra-se acima dos fatos.

Para concluir, reafirmamos portanto que a jornalista não apenas está mentindo, como tem adotado atitudes que ferem os preceitos básicos da ética jornalística, como fez ao divulgar em sua rede social o telefone privado do editor do Crítica Nacional. Da mesma maneira como tem mentido e ferido a ética jornalística ao acusar o site Crítica Nacional de promover fake news sem dar qualquer evidência tangível nesse sentido, baseando-se novamente apenas em suas opiniões pré-concebidas.