O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, emitiu uma declaração em resposta à nova lei de Segurança Nacional da China, que criminaliza efetivamente todas as formas de dissidência política em Hong Kong e daria ao Partido Comunista chinês mais controle sobre a cidade semiautônoma.

A declaração foi realizada em suas redes sociais nesta sexta-feira (22/05). Pompeo afirma que inequivocamente os Estados Unidos “ficariam com Hong Kong” e se oporia à decisão de Pequim de unilateral e arbitrariamente  reprimir as liberdades de Hong Kong.

A China apresentou nesta sexta-feira (22/05) o esboço de uma controversa lei de segurança nacional em Hong Kong em seu parlamento, para reforçar o controle de Pequim sobre a ex-colônia britânica, o que pode ser o maior golpe na autonomia e nas liberdades pessoais do território desde 1997, quando foi submetido aos chineses.

A porta-voz do Departamento de Estado, Morgan Ortagus, exortou a China a honrar seus compromissos e obrigações na Declaração Conjunta Sino-Britânica, que levou ao retorno de Hong Kong a Pequim, referindo-se ao tratado bilateral assinado em 1984 que garante autonomia para Hong Kong até pelo menos 2047.

Morgan instou a China a respeitar a autonomia de Hong Kong, alertando que sua lei de segurança nacional proposta para a cidade seria “altamente desestabilizadora” e enfrentaria oposição dos Estados Unidos e da comunidade internacional.

Esses compromissos, disse Ortagus, “são essenciais para preservar o status especial de Hong Kong nos assuntos internacionais e, de acordo com a lei dos EUA, o atual tratamento dos Estados Unidos em Hong Kong”, disse a porta-voz do Departamento de Estado Morgan Ortagus em um comunicado na quinta-feira (21/05).


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