por angelica ca
O Brasil vai propor uma investigação sobre a atuação da Organização Mundial de Saúde devido as frequentes mudanças de posicionamento e da falta de transparência da entidade durante a pandemia do vírus chinês.

A declaração foi feita pelo Ministro das Relações Exteriores durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira (09/06). “O Itamaraty em coordenação com o Ministério da Saúde acompanha a papel da OMS com muita preocupação. Falta da independência da OMS aparentemente, falta de transparência e coerência sobretudo. Falta de coerência no posicionamento, na orientação sobre aspectos essenciais, na origem do vírus, no compartilhamento de amostras, no contágio por humanos, nos modos de prevenção, na quarentena, no uso da hidroxicloroquina, na indumentária de proteção e agora na transmissibilidade por assintomáticos. Em todos esses aspectos a OMS já foi e voltou ás vezes mais de uma vez“, afirmou o chanceler brasileiro.

De acordo com Ernesto Araújo, essa instabilidade nas decisões da OMS é um problema sistêmico, e não é um problema acidental que causa preocupação. Ernesto Araújo ainda afirmou que a OMS tem que ser examinada. “É uma questão de influência política? É uma questão de influência de atores não-estatais na OMS? É uma questão de métodos de transparência? Precisamos examinar. Para isso o Brasil está propondo, junto com outros países, uma investigação e um processo de reforma da OMS. Estamos coordenando com a Austrália, com a União Europeia e com outros países para esse imprescindível exame do que aconteceu e do que está acontecendo com a OMS”,  afirmou o chanceler.

“Alguns dizem que temos que esperar o fim da pandemia para examinar o que está acontecendo com a OMS. Acho que claramente não porque cada dia decisões e esse vaivém da OMS prejudica os esforços de todos países. Isso tem a ver com uma política que nós temos desde o começo que é de revalorizar, recentralizar os países, as nações nos organismos internacionais. Isso faz parte também de um problema sistêmico, nós acreditamos em organismos internacionais. Enfim, com a OMS é muito claramente o caso”, concluiu o ministro Ernesto Araújo.