A guerra política possui uma dimensão linguística e semântica que não pode de modo algum ser ignorada, pois a esquerda sabe muito bem se valer com maestria desses recursos para atingir seus propósitos.

Termos desprovidos de significado como homofobia, islamofobia, xenofobia e extremismo, ou então de significado obliterado como racismo, ódio e intolerância são usados pari passu com expressões como amor, inclusão social, distribuição de renda, função social da propriedade e tolerância. Todos eles são empregados como palavras-gatilho num exercício retórico destinado não a comunicar conceitos, mas relativizar valores.

Por sua vez, o politicamente correto surge como subproduto e suporte a essa dimensão linguística da guerra política, servindo a ela e ao mesmo tempo servindo-se dela para impor formas veladas ou explícitas de censura ao pensamento, com o objetivo de delimitar o campo da discussão aceitável e tolerável pela esquerda.

A maestria com que a esquerda opera no nível do discurso e da manipulação do significado das palavras, ou mesmo no uso de palavras desprovidas de significado, mas capazes de inibir, é uma das criações mais geniais do marxismo cultural, e que em nada fica devendo ao exercício de distopia presente na novilíngua imaginada por George Orwell.

A direita conservadora por sua vez não apenas não foi capaz ainda de criar suas próprias armas linguísticas para o campo de batalha semântico da guerra política, como muitas vezes cai nas armadilhas gramscianas e emprega determinados termos ou palavras-gatilho no exato sentido, ou na exata ausência de sentido, que a esquerda atribui a eles.

Ou seja, em termos de estratégias de luta política, o campo da direita conservadora ainda se limita a dançar conforme a música tocada pela esquerda globalista, e não conseguiu ainda ela mesma, a direita, assumir a batuta e ditar seu próprio compasso.

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