O nosso entendimento a respeito do atual cenário político em vista das próximas eleições presidenciais é de que a candidatura de João Doria é um fato consumado e decidido. Decidido aliás, ao menos como balão de ensaio, muito antes das últimas eleições municipais. As negativas das partes envolvidas não passam do jogo de cena habitual da classe política, típico de uma fase de balão de ensaio representada pela sua passagem na prefeitura paulistana.

Também é nosso entendimento que essa candidatura irá arrastar parte da direita brasileira, que se deixou seduzir pelo canto da sereia do eficiente marketing do já experiente e tarimbado político tucano. Um marketing tão eficiente que consegue ser percebido, até mesmo por parte dessa direita seduzida, como sendo guerra político-ideológica contra a esquerda, quando na verdade corresponde a um marketing eleitoral muito competente destinado a sepultar o moribundo petismo.

João Doria é um político tarimbado e experiente o bastante para conseguir descolar-se da imagem tradicional de político e se apresentar como uma novidade ou um outsider, a despeito de mais de vinte anos de atuação nos quadros do PSDB e dos vários cargos ocupados em diferentes governos, a começar pelo governo de José Sarney. João Doria será candidato, arrastará parte da direita e em um eventual segundo turno com Jair Bolsonaro, o candidato socialdemocrata terá o apoio de praticamente toda a esquerda.

Esse é o cenário por ora desenhado segundo nosso entendimento. Ao nosso ver, a definição efetiva da identidade do campo da direita brasileira se dará então em termos daqueles segmentos que permanecerem alinhados com a candidatura de Jair Bolsonaro, e que optarem por não ceder de imediato ao canto da sereia sedutor da nova estrela da socialdemocracia brasileira.

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