Nos últimos meses, várias publicações de ativistas oriundos dos movimentos de rua, especialmente aquelas ligadas a grupos que já se alinharam explicitamente com a classe política, têm se ocupado em bater exclusivamente no petismo. Algumas chegam até mesmo a ressuscitar a figura irrelevante da ex-presidente petista para combatê-la, como se isso fosse hoje necessário. Trata-se do equivalente a bater em um espantalho.

No entanto, é preciso entender que o petismo como força político-partidária está liquidado. Seu líder máximo Lula não passa de um fantasma político que se limita a blefar e latir para consumo interno de seu moribundo partido. E as pesquisas que apontam qualquer possibilidade de vitória do líder petista nas próximas eleições merecem tanta credibilidade quanto aquelas que asseguravam a vitória de Hillary Clinton contra Donald Trump.

O fato é que desde a consolidação do impeachment, o vetor condutor da agenda política da esquerda-globalista no país hoje passou a ser novamente os tucanos. São os tucanos os responsáveis pela feições mais explicitamente à esquerda do governo de Michel Temer, como ficará evidenciado pela atuação do novo chefe do Itamaraty, bem como pela continuidade de determinadas políticas públicas do governo petista anterior que estavam mais em linha com a agenda da esquerda globalista.

Da mesma forma, são os tucanos que se encontram à frente das forças políticas que se ocupam de barrar a possibilidade de vitória da direita com Jair Bolsonaro nas próximas eleições presidenciais. E para isso contam com seus prepostos antipetistas na imprensa, como o colunista Reinaldo Azevedo, cuja credibilidade felizmente já se encontra na sarjeta. E são os tucanos, em aliança com grande parte dos peemedebistas e o restante da classe política fisiológica, que podem representar os principais obstáculos à Lava-Jato, à medida em que as investigações se aproximam de suas figuras de mais alta plumagem.

Portanto, limitar a ação política hoje ao exercício de chutar cachorro morto representado pelo combate ao petismo, poupando e blindando a força política que foi justamente a principal avalista para a ascensão do petismo ao poder anos atrás, equivale a um jogo de cena da classe política.

O mesmo jogo de cena da falsa oposição que o tucanato fazia ao petismo, e que servia unicamente para garantir a implantação de políticas públicas globalistas esquerdistas com que tanto petistas quanto tucanos concordavam. O petismo saiu de cena como força político partidária, mas a agenda ideológica esquerdista-globalista prossegue. E o agente dessa agenda se chama PSDB e é nele que a direita tem que mirar.

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