A divulgação da nova Lista de Janot serviu de pretexto para a classe política mais uma vez se unir em torno de um único objetivo: salvar a própria pele e proteger-se não apenas das possíveis consequências legais de seus crimes de corrupção, mas proteger-se do eleitor e do cidadão comum, por meio da blindagem antidemocrática denominada lista de votação fechada.

Conforme enfatizamos nesse artigo publicado no dia 14/03, a adoção da votação em lista fechada representará o fim do que ainda resta da nossa frágil e capenga democracia. Políticos comprometidos com essa proposta, como o senador Ronaldo Caiado, estão usando de eufemismos para se referir a ela, chamando-a de votação em lista pré-ordenada.

Falar em votação em lista pré-ordenada é uma maneira de ocultar a real natureza da proposta: cassar do cidadão e do eleitor o direito de escolher seus representantes, além de blindar os integrantes da classe política do julgamento pelo voto, uma vez que a maioria desses integrantes estão envolvidos em crimes de corrupção.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, declarou em entrevista essa semana que a prioridade é a aprovação da votação em lista fechada e o financiamento público de campanha. Trata-se da mesmíssima proposta defendida no Caderno de Teses do PT em seu último Congresso.

Rodrigo Maia ainda complementou sugerindo que no sistema de lista fechada a prioridade para os primeiros nomes das listas seria dada aos detentores de mandato, o que confirma nossa afirmação de que a proposta de votação em lista fechada tem por objetivo assegurar a perpetuação da classe política que hoje se encontra no poder, e que é amplamente rechaçada pela maioria da população.

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