Há exatos cinquenta e três anos o Brasil se livrou de se tornar uma Cuba de dimensões continentais. Esse fato por si só seria, e realmente o é, suficiente para transformar esse dia em nossa segunda data nacional, nosso segundo sete de setembro. Os brasileiros que eram crianças ou nascidos naquele período ainda desconhecem a verdadeira história do país do último meio século.

A narrativa histórica que prevaleceu foi aquela inventada pelos comunistas derrotados: uma narrativa mentirosa, mas poderosa e criativa, que serviu não apenas para pavimentar a volta da esquerda ao poder ao final do regime militar, como serviu também para moldar o imaginário e a cultura e a produção artística do país nas últimas décadas.

Estatismo na economia e derrota na guerra cultural
Não é difícil apontar os erros do regime militar: os liberais apontam sempre para vocação estatista na economia, e autores conservadores mencionam sempre a inépcia dos militares em compreender o gramscianismo e a estratégia de ocupação de espaços na guerra cultural que a esquerda empreendeu sob seus coturnos, enquanto esses se ocupavam de combater e eliminar a guerrilha comunista.

Do nosso ponto de vista, o principal erro do regime militar não foi nenhum desses dois, e logo abaixo iremos dizer o porquê. Ao nosso ver, o principal erro do regime foi ter aniquilado com a direita nacional. Se houve uma vítima do regime militar, essa vítima foi a direita conservadora, que deixou de existir no país como força política organizada e assim persiste até hoje, mais de três décadas após o fim do regime.

O estatismo na economia está longe de ter sido o principal problema. Durante o regime militar, o país saiu de uma posição internacional irrelevante para se tornar a quinta economia do mundo. A herança estatista poderia, como foi em parte, ser resolvida posteriormente com uma canetada privatizadora quando as circunstâncias mudassem.

No campo da guerra cultural, o regime militar não pode ser responsabilizado sozinho pela ocupação de espaços que a esquerda promoveu. Pois a estratégia de ocupação foi empreendida com sucesso pela esquerda em todo o mundo ocidental, não importando se os regimes fossem democracias parlamentares ou regimes de exceção.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a ocupação de espaços por parte da esquerda na imprensa e universidades e meio artístico, se deu no mesmo período e numa escala muito maior e mais acentuada, e seus métodos de ocupação foram copiados pela esquerda brasileira. Se existe uma parcela de responsabilidade do regime militar nesse caso, ela deve ser associada à facilitação que o regime promoveu para que essa ocupação ocorresse, com base na tese errônea da “panela de pressão”, de Golbery do Couto e Silva.

Mais do que necessário, o regime militar foi bom para o país
O regime militar não foi apenas necessário em um dado momento de nossa história. O regime foi bom para a nação. Em cerca de vinte anos o país cresceu, saindo de uma economia essencialmente agrária de baixa produtividade para se tornar a quinta economia industrial do mundo, e um dos maiores produtores agrícolas do planeta. Milhões de brasileiros passaram a ter acesso a educação formal, e o sentimento de civismo e orgulho nacional foram incentivados.

A derrota da guerrilha comunista foi fundamental para que não tivéssemos hoje o equivalente das FARC’s colombianas controlando partes do território nacional. Os erros do regime analisados acima, e outros que poderiam ser mencionados, devem ser apontados por conta de nosso compromisso com a verdade.

Mas esses erros não podem servir para negar a importância sem igual que teve o regime militar na história recente da nação. Por esse motivo, o 31 de Março deve sempre ser celebrado, e seus protagonistas merecem estar entre os verdadeiros heróis da história do país.

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