Em agosto do ano passado, a grande imprensa brasileira repercutiu a afirmação feita pelo então candidato Donald Trump de que Barack Obama e Hillary Clinton seriam respectivamente o fundador e a cofundadora do Estado Islâmico. O tom adotado pela cobertura da imprensa nacional, como nessa matéria de O Globo por exemplo, misturou a hostilidade costumeira a Donald Trump com a já sabida ignorância de grande parte dos profissionais de nossa imprensa em relação à realidade geopolítica contemporânea.

Essa ignorância advém em grande parte da adesão desses profissionais à agenda ideológica da esquerda, o que os leva a produzir unicamente conteúdos jornalísticos que estejam em conformidade com essa agenda, sem qualquer compromisso com a verdade ou objetividade factual dos temas tratados.

O que a imprensa afirmou à época, com muita má vontade e desdém temperados com desinformação, não era novidade alguma para os leitores do Crítica Nacional, pois sempre afirmamos e reafirmamos sistematicamente que o surgimento do Estado Islâmico, bem como a emergência do Irã como potência nuclear regional, é consequência direta da política externa de Barack Hussein Obama.

O objetivo era enfraquecer e fragilizar a nação americana
O muçulmano socialista Barack Obama chegou ao poder na Casa Branca com o firme propósito de enfraquecer e de fragilizar internamente e externamente os Estados Unidos, tanto do ponto de vista econômico, quanto diplomático e militar. O surgimento do Estado Islâmico foi uma consequência direta e esperada e desejada por Obama e pela elite islâmico-globalista-esquerdista a quem ele serviu, e se insere nesse objetivo de enfraquecer a nação americana e o ocidente.

Portanto, o Estado Islâmico não pode de modo algum ser visto como erro ou equívoco da política externa americana sob o antigo governo democrata. Ele é resultado deliberado dessa política, cuja executora principal durante o primeiro mandato de Obama foi justamente Hillary Clinton.

A afirmação feita por Donald Trump na época não apenas estava correta do ponto de vista de análise geopolítica, como estava ancorada em fatos, documentados pelos próprios órgãos de inteligência e de segurança do governo americano.

O serviço de inteligência havia alertado para o risco
Um relatório confidencial de agosto de 2012 produzido pela Agência de Inteligência de Defesa, DIA na sigla em inglês, e que veio a público somente após decisão judicial, já afirmava claramente haver a “possibilidade de surgimento de uma entidade salafista declarada ou não declarada na região leste da Síria“, o que corresponderia às expectativas “das potências que apoiam os rebeldes e que estariam interessadas em isolar o regime sírio“.

No relatório da Agência de Inteligência de Defesa, que pode ser visto nesse link, as potências em questão dizem respeito aos Estados Unidos, aos Estados do Golfo (ou seja, teocracias muçulmanas tendo à frente a Arábia Saudita) e a Turquia. O relatório dizia ainda claramente que se os Estados Unidos continuassem a apoiar e dar suporte militar a Al Qaeda e à Irmandade Muçulmana, o resultado seria a formação de um poder autônomo no leste da Síria, o que de fato ocorreu com o surgimento do Estado Islâmico, que ocupa o leste sírio e a porção norte-noroeste do território iraquiano.

Mesmo após sua formação, a administração Obama continuou dando suporte por meio de armas e recursos financeiros aos chamados rebeldes sírios, o que significou na prática municiar e sustentar o Estado Islâmico, uma vez que não há distinção alguma entre as principais facções desses supostos rebeldes e os jihadistas do pretenso califado.

Uma política de consequências esperadas e previsíveis
O General Michael Flynn, que foi um dos conselheiros de Donald Trump durante a campanha eleitoral, e que chefiou a Agência de Inteligência de Defesa na época da emissão desse relatório, afirmou claramente que o então governo Obama tomou a decisão política e ideológica de ignorar o alerta do serviço de inteligência do país e seguir adiante com sua política externa no Oriente Médio, cujo resultado final foi o surgimento do Estado Islâmico.

As ações de terror e de genocídio perpetradas pelo Estado Islâmico por sua vez criaram uma situação de instabilidade que deu origem a crise dos refugiados, que serviram e servem de escudo humano para o afluxo de jihadistas em direção à Europa através da Turquia.

Não houve portanto erro ou equívoco nessa política, segundo Michael Flynn: a formação do Estado Islâmico, a crise dos refugiados daí decorrente e o consequente aumento da pressão demográfica islâmica sobre a Europa, bem como o aumento da ameaça terrorista em solo europeu, se devem unicamente a uma ação pensada e deliberada de Barack Hussein Obama, o maior inimigo que a civilização ocidental já conheceu nesse início de século.

Nota:
No próximo artigo iremos analisar a ação militar que o governo de Donald Trump empreendeu na Síria no início de Abril, tomando como pano de fundo o quadro geopolítico do Oriente Médio deixado como herança maldita pelo seu antecessor.

Com conteúdo de Chronicles Magazine.

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