Em reunião essa semana com empresários do IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) em São Paulo, Ciro Gomes saiu em defesa do modelo econômico implantado pela ex-presidente Dilma Rousseff e que consistia basicamente no protecionismo econômico, escolha a dedo das chamadas campeãs nacionais e expansão generalizada dos gastos públicos.

Esse modelo, que ficou conhecido como Nova Matriz Econômica, resultou no estouro das contas públicas, formação de carteis e monopólios em determinados setores, e fez com que um quarto da população brasileira se tornasse dependente de esmola do Estado para sobreviver.

O saldo líquido desse modelo foi uma crise econômica sem precedentes na história do país, com anos consecutivos de queda do PIB acompanhada de desemprego e de desindustrialização. Esse modelo de desastre foi abandonado pelo novo governo, mas seus efeitos persistiram mesmo após o impeachment, e somente agora começam a ser timidamente mitigados.

Ciro Gomes representa o que há de mais caricato na tradição patrimonialista da classe política e do estamento burocrático brasileiro: foi ministro do governo Lula no primeiro mandato, e sempre atuou como pitbull da esquerda nacional, por meio de sua retórica agressiva típica de “coronel” do nordeste.

O ex-ministro petista possivelmente pode se tornar o candidato das esquerdas nas próximas eleições. Sua candidatura representaria a proposta de retomar a política econômica e o projeto de governo que virtualmente destruíram o país nos anos do petismo, e que por muito pouco não nos levou em definitivo no rumo da venezuelização.

Com informações de Veja e Ceará News. Colaboração de Angélica Cá.
Foto: Sérgio Dutti / Agência Estado.

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