por paulo eneas
Determinadas correntes liberais (não todos os liberais brasileiros, que fique claro) fariam um bem enorme ao país e à democracia e a eles mesmos se lançassem um nome para disputa presidencial. Seria uma oportunidade ímpar para apresentar à sociedade brasileira aquilo que pensam e que defendem, para além do escopo do debate estritamente econômico e de gestão do Estado.

Gostaríamos de saber o que essas correntes pensam sobre aborto, drogas, imigração e política de fronteiras, ideologização nas escolas, assistência social, islamização do ocidente e ameaças terroristas, globalismo e estratégias geopolíticas para o país. Gostaríamos de saber o que pensam sobre Donald Trump e Israel e sobre as pretensões do suposto “povo palestino” de ter um Estado, e como o Brasil deveria se posicionar quanto a isso.

Gostaríamos de saber o que essas correntes liberais pensam da ONU e de suas agências que pretendem regular o comércio internacional e estabelecer e impor a todos os países normas uniformizadoras em diversas áreas da saúde, educação, segurança pública e meio ambiente e outras. Gostaríamos de saber o que essas correntes pensam sobre multiculturalismo e sobre estratégias de cooperação Sul-Sul da diplomacia brasileira nas últimas décadas, bem como direito de defesa e propostas de desmilitarização das polícias.

Gostaríamos de saber o que essas correntes pensam sobre interesses estratégicos nacionais, bem como sobre o nacionalismo como instrumento para enfrentar o globalismo. Aliás, gostaríamos de saber se essas correntes acham que o globalismo precisa mesmo ser combatido. O que pensam sobre o período do governo Obama e sobre o Irã com armas nucleares, bem como sobre o multilateralismo como princípio a ser seguido nos acordos comerciais entre Estados.

Para esses e outros inúmeros temas tão relevantes quanto, os conservadores e a direita costumam ter uma posição muito bem firmada, sempre com base na ética e na moralidade de base judaico-cristã que guiam a conduta conservadora, ou no mínimo um entendimento preliminar sobre os mesmos, também com base nesses princípios.

Entendemos que seria muito mais rico e proveitoso para o debate político se determinados setores liberais (não todos, enfatizamos mais uma vez) explicitassem suas posições sobre esses temas.

Mas em vez disso, o que observamos é que estes setores estão muito mais preocupados em atacar a principal liderança da direita conservadora no país, expressa na figura de Jair Bolsonaro. E fazem esse ataque ao mesmo tempo em que caem nos braços e no colo e na lábia do primeiro socialdemocrata bem falante e bom de marketing que aparece na cena política.

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