O colunista Reinaldo Azevedo não é alguém com quem valha a pena gastar muita tinta virtual. Mas como ainda lhe resta algum público residual, vale a pena fazer algumas observações sobre seu artigo dessa segunda-feira, dia 27/03, na Folha de São Paulo e seus comentários em seu perfil na rede social:

• O colunista não sabe a diferença entre globalismo e globalização, e portanto não tem qualificação nem competência alguma para qualquer discussão séria sobre geopolítica.

• Sob pretexto de condenar a demonização da política, o colunista defende de modo ferrenho a mesma classe política que há décadas demonizou de fato a política, transformando-a no balcão de negócios criminosos contrários aos interesses da nação.

• O colunista condenou as manifestações desse domingo não pelos seus possíveis vícios, mas pelas suas virtudes: as pessoas foram às ruas ontem contra a classe política que o colunista tanto defende e protege, especialmente os integrantes de seu partido.

• O colunista defende a lista fechada nas eleições, que chama eufemisticamente de lista pré-ordenada, usando o mesmo argumento mentiroso e cínico das esquerdas e da classe política: uma vez que o financiamento das campanhas é público, a lista fechada é inevitável. Não existe inevitabilidade em política, mas sim decisões, tomadas por pessoas de carne e osso. Lista fechada representa a decisão da classe política de cassar do eleitor o direito de escolher seus representantes.

• Reinaldo Azevedo diz que a Lava Jato nunca esteve sob ataque. O que a classe política mais tem feito em tempos recentes é tentar aprovar medidas para liquidar ou tornar inócuos os efeitos da Lava Jato. Aqui o colunista resolve simplesmente mentir, exibindo um completo desprezo pela inteligência dos leitores que ele ainda tem.

• O colunista também mente ao chamar de extemporâneo o suposto pedido de revisão do Estatuto do Desarmamento. Desafiamos Reinaldo Azevedo a mostrar aos leitores que ainda lhe restam quem foi para a ruas domingo para pedir “revisão” do Estatuto do Desarmamento. Com a exceção de um único grupo, todos os demais foram claros na exigência do fim do tal estatuto, e não sua revisão.

O fato é que o colunista está aos poucos se tornando uma figura pós-caricata, que se lançou numa missão quixotesca de atacar a direita usando o repertório e clichês e falácias da esquerda, ao mesmo tempo em que procura desesperadamente proteger a classe política sob pretexto de defesa do Estado Democrático de Direito. Reinaldo Azevedo tornou-se o non-sense da grande imprensa e em breve se tornará um não-assunto.

Com a colaboração de Angélica Cá.
Foto: reprodução da internet

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