Tão importante quanto saber quando o prefeito paulistano irá exonerar seu Secretário de Educação, o marxista Alexandre Schneider, é saber se existe disposição política do prefeito para fazê-lo. E mais importante ainda, é saber porque razão o prefeito tucano foi nomear para uma secretaria tão estratégica quanto a de educação, um militante de esquerda claramente comprometido com uma agenda ideológica que se manifesta, entre outros, por meio da doutrinação e do aparelhamento ideológico das instituições de educação.

Uma pergunta que pode ser feita aos entusiastas das ambições presidenciais do prefeito paulistano é porque foram se dar conta disso somente agora. Não sabiam esses apoiadores que o prefeito João Doria, além dos elogios efusivos ao ex-prefeito petista Fernando Haddad, nomeou para áreas críticas como educação e assistência social pessoas claramente comprometidas com uma orientação ideológica de esquerda, como Soninha Francine e o atual titular da pasta de educação?

Se sabiam dessas nomeações, e possivelmente outras de menor visibilidade, por que razão esses entusiastas não se manifestaram até então? Ou acreditam que o princípio da boa gestão por si só, reforçada com um excelente trabalho de marketing, pode relevar e colocar em segundo plano essas questões de orientação ideológica?

No que diz respeito ao exercício do poder, as ações que de fato importam envolvem decisões de caráter político-ideológico que precedem as considerações sobre eficiência da gestão. O que vai decidir se a educação pública na capital paulista terá ou não ideologia de gênero, e qual será efetivamente o tratamento dado pelo poder público municipal aos dependentes químicos não diz respeito a decisões de um gestor: são temas que dizem respeito a uma decisão política, tomada pelo político que exerce o poder de decidir.

Querer reduzir o debate político ao tema da eficiência da gestão é o mesmo que esvaziar a discussão política de qualquer conteúdo significativo relevante, limitando-a a uma perspectiva tecnocrática. Corresponde a fazer exatamente o mesmo que fazem os globalistas, que procuram uniformizar e padronizar comportamentos e condutas, relativizar valores e restringir a tomada de decisões a tecnocratas que, supostamente, guiam-se unicamente pelos critérios de racionalidade e eficiência na gestão, quando na verdade o fazem em conformidade com uma orientação ideológica bem definida.

#CriticaNacional #TrueNews


 

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