por paulo eneas
A esquerda revolucionária e seus aliados operacionais, incluindo a bandidagem comum e o crime organizado e as máfias sindicais, foram para as ruas nessa sexta-feira não com o objeto de mobilizar a população em torno de pautas políticas. O objetivo das ações da esquerda nessa sexta-feira foi mostrar seu poder de intimidação e de ameaça contra a população. Os atos que observamos ontem em várias cidades do país foram autênticos ensaios de luta revolucionária.

Ao longo de todo o dia de ontem a população tornou-se vítima e refém das ações criminosas perpetradas pela esquerda, ações que foram contidas em parte pelas polícias militares, que mais uma vez mostraram ser um dos principais instrumentos de defesa da democracia, da lei e da ordem. E justamente por isso essa mesma esquerda quer extinguir essas polícias. Os heróis dessa sexta-feira foram os policiais militares.

Em vários locais do país, a população também reagiu à violência e à intimidação por parte das milícias da esquerda: vídeos na internet mostram pessoas comuns, em sua vasta maioria trabalhadores que estavam sendo impedidos de trabalhar, reagindo individualmente ou em conjunto contra as ações violentas e criminosas por parte das milícias sindicais. Esses episódios por si só servem como evidência do descolamento entre as pautas e as ações da esquerda e o sentimento real da população em relação a elas.

Ausência de resposta e de reação da direita
Mas enquanto a população permanecia refém das ações criminosas da esquerda, com reações isoladas e não planejadas em um ou outro local, a direita brasileira mostrou-se absolutamente incapaz de se articular nacionalmente para fazer frente a estas investidas. A direita não foi capaz de antever esse cenário, ainda que ele fosse anunciado, fazer um diagnóstico correto a respeito do quê a esquerda efetivamente planejava com esse movimento pseudo-grevista, e articular ações concretas para fazer frente a ele.

A direita se limitou a acompanhar os fatos e fazer a disputa de narrativas na internet. Mas sequer fomos capazes de chegar a uma compreensão comum das reais motivações da esquerda para as ações dessa sexta-feira. Por exemplo, há o entendimento de que a greve fracassou. Sem dúvida que fracassou, se considerarmos pelo critério de adesão popular espontânea e pelo volume de pessoas presentes nas ruas.

Mas a pergunta óbvia que tem que ser feita é: a esquerda esperava uma grande adesão popular? No nosso entender não. E se não esperava, não há porque falar em fracasso, uma vez que o objetivo não era esse. Ao nosso ver o objetivo do movimento pseudo-grevista dessa sexta foi mostrar que a esquerda ainda tem capacidade de paralisar parcialmente o país por meio de ações violentas, de intimidação e de sabotagem, usando para isso suas milícias e seus aliados no mundo do crime organizado.

Da mesma forma, não é difícil imaginar a dimensão que teriam essas ações revolucionárias de ontem se a a Nova Lei de Imigração já estivesse em vigor. Estas ações seriam reforçadas pelo apoio de toda uma escória de muçulmanos, guerrilheiros e criminosos estrangeiros que, pela nova lei, poderão entrar livremente no país e participar de ações políticas e sindicais, formando assim uma quinta coluna treinada e preparada para ações de combate em favor dos comunistas.

A direita precisa entender o cenário e se organizar para a ação
A direita não pode, portanto, cometer o erro de ficar se limitando a disputar narrativas com a esquerda a respeito do fracasso ou não da greve. O que a direita precisa fazer em primeiro lugar é procurar compreender o que realmente está acontecendo no país, as estratégias que a esquerda vem adotando nos dois braços de sua ação: o braço socialista revolucionário de um lado, e de outro lado o braço socialdemocrata que está se reinventado para potencializar as ações do primeiro.

A direita brasileira precisa com urgência formar um núcleo nacional destinado a analisar e procurar compreender o cenário político que se desenrola no país, e associar esse diagnóstico às ações da esquerda globalista internacional, tentando entender que papel os globalistas estão destinando ao país.

Ou fazemos agora esse esforço de análise e articulação em nível nacional, ou os episódios que assistimos ontem serão apenas o prenúncio de um processo de venezuelização do país. Um processo que, uma vez alcançado certo estágio, será impossível de reverter, como a tragédia vivida pelo nosso país vizinho o demonstra.

Publicado Originalmente em 29/04/2017. #CriticaNacional #TrueNews


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