por paulo eneas
A Venezuela caminha no sentido de se tornar a Síria latino-americana. Já há quase um mês o país vive um clima de guerra civil. Mas uma guerra civil desigual, onde de um lado se tem uma ditadura socialista associada ao narcotráfico e ao crime organizado, e com ligações com o terrorismo muçulmano, e de outro se tem o povo desarmado tentando desesperadamente enfrentar o regime. Em quatro semanas de enfrentamentos nas ruas, cerca de trinta pessoas já morreram. Todas elas civis desarmados, assassinados pela guarda pretoriana a serviço da ditadura.

A capital Caracas encontra-se há dias completamente militarizada. Há informações de que milícias e as próprias forças armadas do país dificultam a circulação de ambulâncias para atender manifestantes feridos. O regime de ditadura socialista está literalmente matando as pessoas nas ruas. As milícias a serviço do regime, formadas em grande parte por criminosos comuns que foram soltos pela justiça chavista e armados pelo próprio chavismo para essa finalidade, invadem residências e promovem saques e incêndios. Há informações também de que escolas e postos de saúde estão sendo alvo das ações criminosas dos milicianos socialistas.

A omissão conivente da diplomacia brasileira
A situação na Venezuela pode de fato descambar para uma guerra civil generalizada desencadeada pelo regime de ditadura socialista do país. Uma ditadura que o Brasil sob os governos tucano e petista ajudou a implantar. A diplomacia brasileira, hoje chefiada por um tucano comunista ex-motorista de guerrilheiro, continua mantendo uma posição de conivência por omissão em relação ao regime.

Diante da crise venezuelana, o governo de Michel Temer limita-se a emitir declarações protocolares formais, que não têm consequência nem implicação real alguma. Sob o governo Temer, o país continua sendo o mesmo anão diplomático que se tornou sob os governos de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma.

Cabe exigir do governo do presidente Michel Temer que faça valer a relevância e o peso econômico, diplomático e geopolítico do  Brasil na América do Sul para pôr um fim ao regime de ditadura venezuelana. Cabe exigir do governo de Michel Temer que reconheça formalmente o regime venezuelano como sendo um regime de ditadura, que atenta contra a democracia e os direitos humanos.

O Brasil foi responsável, durante os governos tucano e petista, pela implantação da ditadura socialista na Venezuela. Cabe ao país agora não ser conivente por omissão, como tem sido durante o governo de Michel Temer, com os crimes que essa ditadura vem cometendo contra seu próprio povo.

Referência:
Fernando Henrique Cardoso e os Comunistas da América Latina

Publicado Originalmente em 27/04/2017. Com a colaboração de Emma Sarpentier.
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