por emma sarpentier
Nossos jovens estão lutando por quase quarenta dias nas ruas, com grande desvantagem, porque estamos diante de um regime assassino altamente militarizado e com grande poder de fogo, enquanto que a população encontra-se totalmente desarmada. Devemos à nossa juventude o fato de estarmos vencendo a batalha nesta fase inicial, uma vez que conseguimos a desestabilização da ditadura comunista, cuja situação é insustentável e sofre a condenação do mundo tudo.

O número de mortos e feridos é enorme, e as informações divulgadas pelo regime a esse respeito não correspondem ao que vemos nas ruas. Não sabemos exatamente o número de mortos, mas seguramente são muitos. A violenta repressão das forças de Nicolas Maduro ocorrida na terça-feira na região da grande Caracas resultou em cerca de cem ferido, alguns muito graves e dois mortos.

Como cidadã venezuelana, quero enfatizar que na Venezuela está sendo travada a batalha decisiva para a América Latina. Nosso inimigo é o Foro de São Paulo, a international narco-comunista do continente latino-americano, cujo chefe de fato é o ditador comunista cubano Raul Castro. A ditadura comunista cubana instalou  instalou um governo fantoche aqui, cuja face visível é o ditador Nicolas Maduro, apoiado pelas Forças Armadas e uma “oposição” de esquerda e socialista, que está determinada a mostrar ao mundo uma fachada democrática inexistente.

Na Venezuela não existe uma ditadura do proletariado, mas sim uma narcoditadura militar, financiada por nosso petróleo e pela cocaína das FARC e de Evo Morales, e cujos negócios são tributados a Raul Castro. A América Latina precisa entender que nossa luta vai além de nossas fronteiras. Nossa vitória seria desastrosa para o Foro de São Paulo, não apenas pela perda de seus redutos, mas também porque destruiria os planos russos e chineses de instalarem bases militares em no continente sul-americano.

A batalha travada aqui é de dimensão global. As duas administrações norte-americanas anteriores deixaram os venezuelanos sozinhos. Espero que o presidente Donald Trump esteja bem aconselhado e veja o que realmente está em jogo na Venezuela.
Para a infelicidade do povo venezuelano, não tivemos líderes verdadeiros nesta batalha de dimensão global. Mas apenas políticos socialistas e esquerdistas disputando entre si por pedaços do poder, sem se importar com desespero e a escravidão de todo um país que já foi outrora mais rico da América. Há alguns dias o ditador Nicolas  Maduro propôs uma constituinte que serviria apenas para dar uma fachada legal ao regime comunista implantado no país.

Mas ao apresentar essa proposta, o ditador bolivariano nos fez um grande favor, pois forçou os socialistas fabianos a chamar o povo para as ruas para lutar por sua sobrevivência. Pois já não se trata mais da sobrevivência apenas da Venezuela, mas também dessa elite socialista que se tornou milionária graças ao sofrimento do nosso povo. O fato é que a situação está cada vez mais radicalizada e as cartas estão na mesa. E será a nossa vez de vencer.

Emma Sarpentier é venezuelana e colaboradora do Crítica Nacional em Caracas.

Publicado Originalmente em 12/05/2017. #CriticaNacional #TrueNews