por paulo eneas
Já há algum tempo, que não é pouco, estamos afirmando que João Doria é o candidato tucano para as eleições presidenciais do ano que vem. A decisão sobre sua candidatura presidencial seguramente remonta ao período das prévias tucanas para as eleições municipais paulistanas ainda no ano passado. A vitória nas eleições municipais era líquida e certa em vista do desastre da gestão petista e ao forte sentimento antipetista na capital paulista.

As ações espetaculares de marketing que acompanham cada ato da administração do prefeito tucano desde o seu início corroboram nosso entendimento. Seria muita ingenuidade imaginar que tais ações visam somente aperfeiçoar a “gestão” ou que se destinam a combater pichadores de muros.

Em nosso entender, a especulação que já existe há meses na imprensa sobre se o prefeito paulistano será o candidato presidencial tucano constitui-se apenas em um jogo de cena. A única discussão relevante é saber o que impediria João Doria de ser o candidato presidencial tucano. Ao nosso ver, não há no horizonte político imediato nada que impeça os tucanos de levar adiante seu candidato já escolhido.

Nessa segunda-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso executou mais um lance desse balão de ensaio pré-ensaiado da candidatura de João Doria à presidência pelo seu partido. Em entrevista à Folha de São Paulo, ao mencionar o nome do prefeito paulistano junto com o de um apresentador de televisão que não merece ser levado a sério, o ex-presidente continuou a colocar em evidência o nome do candidato de facto.

A menção a outro nome irrelevante serviu apenas para continuar com a tática de cortina de fumaça que os tucanos têm adotado, que é de ter um candidato sem dizer que tem. Uma tática aliás condizente com o próprio perfil do candidato, cuja estratégia de marketing consiste em apresentá-lo não como exatamente ele é, mas como é conveniente que seja visto e percebido pela população.

Publicado Originalmente em 08/05/2017. #CriticaNacional #TrueNews


 

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