por paulo eneas
As forças navais norte-americanas iniciaram nessa terça-feira a Operação Tradewinds, que consiste numa série de exercícios militares conjuntos no Mar do Caribe realizado pela Guarda Costeira Americana e forças navais de países aliados. O foco das ações, segundo comunicado oficial do Comando Sul dos Estados Unidos, é o treinamento para o combate à pirataria e ao crime organizado na região, especialmente o tráfico de drogas e de armas. As operações são controladas a partir da cidade Bridgetown, na Ilha de Barbados, situada a apenas mil quilômetros da costa venezuelana. 

Não por coincidência, no mesmo dia que tiveram início estas operações militares a ditadura de Nicolas Maduro na Venezuela mandou cercar a Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, também conhecida como Base de La Carlota, na capital Caracas. O cerco foi feito por meio de cabos elétricos de alta tensão. Os dois eventos ocorrem na mesma semana em que aumentas rumores, porém ainda não confirmados, de uma intensificação de contatos entre o governo americano e as forças de oposição venezuelanas. 

A crise político-social na Venezuela caminha para uma situação limite em que uma intervenção internacional se tonará necessária. Falar em guerra civil no país é um erro conceitual, pois a população está lutando desarmada contra uma ditadura narco-socialista armada por cubanos e russos e com laços comprovados com o terrorismo islâmico. O que ocorre na Venezuela hoje é um massacre da população civil desarmada, massacre esse promovido pelas forças regulares de repressão e pelas milícias armadas pelo chavismo para essa finalidade.

O Brasil, sob o governo de Michel Temer, prossegue com a mesma diplomacia de anão da era petista, e não toma qualquer iniciativa concreta no sentido de usar seu peso geopolítico para pôr um fim ao regime de ditadura narco-comunista no país vizinho. Uma ditadura que nasceu com apoio político e diplomático do governo brasileiro durante os governos petistas e de Fernando Henrique Cardoso.

O Brasil há anos deixou de exercer o papel geopolítico que lhe cabe no continente. Em vez disso, o país passou a seguir as determinações do Foro de São Paulo e passou a ter um papel político subalterno em relação ao chavismo e ao finado kirchnerismo argentino, limitando-se a ser um financiador do movimento comunista latino-americano e um facilitador das ações do narcotráfico. Não sem razão, o país se tornou na era petista o principal corredor ou hub internacional do tráfico mundial de drogas.

Portanto, em vista da mediocridade subalterna da diplomacia de anão do governo brasileiro e da conivência de nosso governo com regimes de ditaduras comunistas, é bastante possível que uma solução para se pôr um fim à ditadura narco-socialista e genocida da Venezuela passe necessariamente por alguma ação mais ostensiva por parte do governo dos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump. A preocupação da da ditadura venezuelana em reforçar a proteção de sua principal base aérea no mesmo dia das operações militares americanas no Mar do Caribe pode ser uma clara indicação nesse sentido.

Com informações de Emma Sarpentier, colaborada do Crítica Nacional em Caracas.

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