por paulo eneas
A narrativa mentirosa de parte da grande imprensa, tendo à frente a Empiricus Research/Antagonista e as Organizações Globo, de associar a possível anulação do acordo de delação super premiada entre o suposto dono da JBS e a PGR a um golpe contra a Lava Jato se constitui a nosso ver apenas mais um capítulo de esforço golpista que esses dois veículos vem fazendo há mais de um mês. Um golpe que atenta contra a economia do país, que visa proteger os interesses da JBS e que por extensão irá blindar Lula e o petismo, e que se vale do recurso da banalização da Lava Jato para alcançar seu intento. 

A mentira desse argumento não resiste a uma análise da própria natureza sui generis dessa delação, em que o colaborador se propõe a colaborar antes mesmo de ser formalmente incriminado por algum crime relacionado ao próprio objeto da delação. Reafirmamos aqui o que dissemos há mais de um mês: uma parte do estamento burocrático aliada aos interesses do petismo está tentando de todas as formas, com o apoio desses dois órgãos de imprensa, promover o fim antecipado do governo.

Um fim antecipado do atual governo criaria as condições seguras para a volta e a permanência da esquerda (que se confunde com esse segmento do estamento) ao poder político. Cumpre notar que essa afirmação obviamente não significa que interpretemos o governo atual como sendo qualquer coisa parecida com um governo de direita, pelo contrário. Mas uma ruptura nesse momento beneficiaria unicamente uma parte do estamento burocrático representado pela PGR e por Fachin interessaria somente à classe política alvo da própria Lava Jato e os setores da esquerda que foram apeados do núcleo do poder político no país. 

Uma ruptura nesse momento, se não for seguida de uma iniciativa das Forças Armadas de interferir no processo político nos termos previstos pelo texto constitucional, criaria todas as condições para uma mudança completa nas regras do jogo pela disputa do poder político, tornando até mesmo incerta a realização de eleições no ano que vem. Eleições que serão justamente as primeiras no país, após décadas, em que a direita terá um candidato competitivo com chances reais na disputa, e nas quais o eleitorado não estará mais restrito a escolher entre socialistas ou socialdemocratas. É sob esse pano de fundo que a atual disputa entre segmentos do estamento burocrático e seus braços e porta-vozes na grande imprensa deve ser interpretada. 

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