por paulo eneas
No último dia 27 foi organizado um evento no Gávea Golf Club para a elite carioca destinado a apresentar o pré-candidato socialdemocrata João Doria. Tratou-se de um evento fechado, destinado a convidados, organizado pelos empresários Paulo Marinho e José Bonifácio Sobrinho, das Organizações Globo, e Ricardo Amaral. O prefeito paulistano discursou por cerca de vinte minutos e repetiu os chavões demagógicos bastante bem conhecidos da tradição retórica oca da classe política brasileira.

Sendo ele um político com mais de trinta anos de carreira, insistiu na tese estúpida de que não é um político, mas apenas um gestor. Disse que suas iniciativas de marketing não são marketing, mas exemplo. Falou de suas intenções de privatizar, sem deixar claro se está falando de privatização de fato ou de concessão, e aproveitou a oportunidade para citar o espantalho que escolheu para bater: Lula, a quem ele não quer de modo algum ver preso para poder continuar tendo um espantalho conveniente para bater. E concluiu seu discurso falando na esperança de um Brasil melhor no futuro.

Como estamos dizendo desde o ano passado, João Doria é o candidato presidencial das esquerdas para o ano que vem, que irá reunir socialdemocratas e socialistas e também um segmento de uma suposta direita que se pretende nova, em um programa temperado com alguns itens de uma agenda liberal, mas perfeitamente alinhado com a agenda que realmente importa, que é a agenda da esquerda globalista pautada pelas diretrizes na ONU no que diz respeito às políticas públicas em áreas essenciais como saúde, educação, imigração, meio-ambiente, segurança pública e outras.


Coquetel pró-Doria no Rio de Janeiro. Na frente, José Bonifácio Sobrinho. Ao fundo, o jornalista Alexandre Borges.

Essa agenda inclui: desarmamento da população civil,  adesão a políticas imigratórias da ONU, apoio ostensivo a propaganda e difusão do islã, aderência a pautas LGBT, políticas públicas lenientes em relação a drogas, maior controle por parte do estado sobre a atividade econômica, por meio da redução da máquina estatal acompanhada do aumento da sanha arrecadatória e dos mecanismos de regulação e controle, entre outros. Este tem sido  exatamente o traço distintivo de sua gestão na capital paulista, cujo marketing eficiente a apresenta como sendo exemplar, quando na verdade é uma gestão de inequívoco viés globalista.

Os segmentos liberais e parte da direita supostamente conservadora que já optaram de maneira explícita, ou dissimulada e oblíqua, por apoiar a candidatura socialdemocrata para as eleições do ano que vem na esperança de trazer João Doria para a direita, como disse o economista Rodrigo Constantino essa semana, estão seguramente vivendo um exercício de auto-ilusionismo.

Os mais de trinta anos de carreira política encrustada nas relações com o estamento burocrático e suas firmes convicções socialdemocratas, evidenciada em sua gestão à frente da prefeitura paulistana, mostram que João Doria é exatamente aquilo que vaticinamos há quase um ano: ele representa a alternativa segura para continuidade da agenda esquerdista no país, sem as inconveniências do petismo.

Com informações de Veja Rio. 



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