O Debate Sobre Desarmamento Entre Benedito Barbosa & João Doria

O debate dessa quinta-feira entre Benedito Barbosa e João Doria a respeito de segurança pública e desarmamento serviu para mostrar duas visões bem distintas, a conservadora e a estatista, a respeito do tema. Enquanto Benedito Barbosa enfatizava a direito de defesa pessoal, João Doria insistia na ideia tipicamente socialista e autoritária de um estado (no caso, o município) dotado de uma parafernália tecnológica para, à guisa de proteção, poder monitorar a vida das pessoas. 

Benedito Barbosa foi correto em ir ao debate. Ele é a pessoa mais bem preparada no país para levar a público a discussão sobre direito de defesa, e desconstruir as narrativas falaciosas que a esquerda criou nas últimas décadas a respeito das causas da violência e da criminalidade. Tratou-se, portanto, de uma estratégia correta de ocupação de espaços para abordar um tema que até pouco tempo era praticamente monopolizado pela esquerda no debate público.

No entanto, é um erro ou muita ingenuidade imaginar que, a despeito da capacidade argumentativa inquestionável de Benedito Barbosa, a sua participação no debate possa ter servido para João Doria deixar de ser um desarmamentista, ou ainda acreditar que existe disposição do político socialdemocrata de aderir à tese conservadora do direito de defesa.

Do ponto de vista do prefeito paulistano, o debate com Benedito Barbosa serviu principalmente para uma redução de danos na imagem do político tucano, que passou a ser identificado pelos segmentos conservadores da sociedade como sendo um desarmamentista, como todos os demais socialdemocratas e socialistas. Essa preocupação com a imagem foi o motivo principal, ainda que velado, para o convite. Imaginar, como faz Rodrigo Constantino, que esse fato sinalize a possibilidade de trazer Doria para a direita, é puro exercício de auto-ilusionismo político.

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