por emma sarpentier
O episódio envolvendo o ataque por helicóptero à sede da instância máxima da justiça venezuelana protagonizado pelo inspetor de um órgão especializado da polícia venezuelana, Óscar Pérez,  deu origem a uma série de versões e mesmo tentativas de desqualificação que se mostraram infundadas. O ataque virou notícia no mundo inteiro e foi descrito em detalhes no artigo Venezuela: Militares Rebelados Atacam Palácio da Justiça publicado essa semana no Crítica Nacional, onde mostramos que o piloto Óscar Pérez tomou um helicóptero das Forças Especiais que estavam sob seu comando e se deslocou até Caracas, para sobrevoar o palácio presidencial onde se encontrava o ditador Nicolas Maduro. Após o sobrevoo, o helicóptero se deslocou até o Palácio da Justiça que passou a ser então bombardeado com granada e rajadas de tiros vindos da aeronave. O ataque foi documentado por testemunhas no exato momento em que a cena transcorria.

A ditadura chavista imediatamente passou a difundir a versão de que estava sendo alvo de um ataque terrorista a partir dos Estados Unidos. A oposição socialdemocrata, por sua vez, também passou a divulgar a versão de que o ataque teria sido uma simulação engendrada pelo próprio regime comunista, ou seja, uma false flag, e a imprensa de esquerda passou a tentar ridicularizar Óscar Pérez. O fato é que eu nunca duvidei que as ações de Óscar Pérez fossem reais: o ataque foi real, assim como a revolta do povo venezuelano contra a ditadura é bem real. O ataque foi apenas um cartão de visita de Óscar Pérez e seus homens.

Esses dias eu me dediquei a pesquisar sobre este homem Óscar Pérez, que é um verdadeiro Templário que reúne todas as características de um cavaleiro dessa milenar ordem cristã: fé, esperança, caridade, justiça, prudência, força, temperança. O leitor pode inferir que um indivíduo com estes princípios não se prestaria a se colocar a serviço de comunistas assassinos em uma encenação. Óscar também é conhecido na Venezuela por seu trabalho humanitário, pois levanta fundos para ajudar crianças com câncer através da fundação que ele criou para esta finalidade. 

Óscar Pérez é também um comandante, um soldado que integra uma unidade de operações especiais, e é treinado para operações atrás das linhas inimigas. Trata-se, portanto, de um militar bem treinado, cujo curriculum inclui pilotagem de aeronaves, paraquedismo, técnicas de combate, artes marciais, uso de armas automáticas, além de ser instrutor de cão para o combate com o inimigo. A imprensa  de esquerda e os setores ligados à desinformação obviamente ocultaram essas informações, limitando-se a dizer que Óscar era um ator, pelo fato de ele ter participado de uma filmagem onde desempenhava o papel daquilo que ele exatamente é: um comandante militar.

O regime chavista foi ridicularizado em seu próprio território após o ataque, ao mandar fechar o espaço aéreo e o presidente do Tribunal Superior da justiça passou a circular com seguranças fortemente armados. O ditador Nicolás Maduro ordenou uma operação de caça por terra e ar a Óscar Pérez, e passou a exigir sua captura internacional, o que não aconteceu até agora. 

O helicóptero usado na operação foi abandonado numa região montanhosa próxima à costa, deixando uma dúvida para a inteligência chavista sobre como o militar rebelado teria escapado: se por mar ou se estaria embrenhado nas montanhas. A aeronave foi localizada por um fazendeiro que teve a infeliz ideia de avisa as “autoridades”. Em retribuição a essa colaboração involuntária com o regime, o fazendeiro foi detido e permanece preso, e sua pequena propriedade foi praticamente destruída pelas milícias chavistas. 

Obviamente Óscar Pérez não está nem agiu sozinho. Juntaram-se a ele outros homens com muitas armas além recursos de tecnologia e de comunicação. Segundo vídeo divulgado no dia da operação, esse grupo possui um plano e pretende levar adiante. A ação desse grupo contribuiu para a desestabilização do regime, pois a percepção nas fileiras do chavismo é de que agora existe um grupo armado e treinado, possivelmente nas montanhas próximas a Caracas, que atua abertamente contra o regime. 

É evidente que um homem só, mesmo com todas as características e qualidades necessárias, não pode contra um inimigo poderoso e assassino como o regime narco-comunista do chavismo. Mas esse soldado Óscar Pérez de deve saber que não está sozinho, pois nosso povo acompanha e apoia as suas ações. A nossa resistência em um comunicado já o congratulou e deu boas-vinda às nossas fileiras a esse corajoso soldado. O chavismo enfureceu-se pois foi ridicularizado dentro de suas próprias fileiras, teve uma aeronave de combate roubada, foi atacado e humilhado. Espero que esse relato sirva para que cessem as mentiras e distorções que têm sido divulgadas a respeito do episódio e a respeito do próprio comandante Óscar Pérez, um bravo soldado de Venezuela.

Emma Sarpentier é venezuelana e colaboradora do Crítica Nacional em Caracas.
Edição de texto de Paulo Eneas. #CriticaNacional #TrueNews


APOIE O CRÍTICA NACIONAL
CLIQUE AQUI E FAÇA SUA ASSINATURA OU DOAÇÃO


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Deixe um comentário