por emma sarpentier
Nesta segunda-feira completaram-se cem dias de resistência do povo venezuelano, que tem ido diariamente às ruas para enfrentar a ditadura narco-comunista de Nicolás Maduro. Ao longo desse período, o saldo foi de centenas de mortos e milhares de feridos por um regime socialista e assassino. Em meio a essa cenário de um quase genocídio, a oposição socialdemocrata acena com a ideia de referendo para derrubar a ditadura narco-comunista, numa postura que se constitui em uma traição àqueles que há cem dias enfrentam o regime nas ruas. 

Esse plebiscito ou referendo irá somente piorar a nossa situação, pois beneficiará o ditador Nicolás Maduro em um momento em que a verdadeira face do chavismo, um regime que tortura e assassina pessoas, começa a ser revelada ao mundo. O plebiscito constitui-se na prática em um combustível preparado pela Mesa da Unidade Democrática, MUD, que forma a oposição socialdemocrata consentida ao regime. A fachada de legalidade que será proporcionada ao regime por meio do plebiscito resultará em muito mais dificuldades, até mesmo em nível internacional, para continuarmos lutando pela nossa liberdade.

O líder socialista fabiano Leopoldo López voltou à cena política em decorrência das negociações com o regime comunista, após ter passado três anos na prisão, para se tornar possivelmente a versão latino-americana de Nelson Mandela engendrada pelo ditador cubano Rául Castro, e com isso aplacar as mobilizações de rua. As narrativas mentirosas continuarão a circular, ignorando a realidade cruel do povo venezuelano, que já entendeu que a liberdade não cairá dos céus, mas resultará de batalhas a serem vencidas.

A nova realidade venezuelana é que o regime de Nicolás Maduro saiu fortalecido com essas manobras políticas, e a suposta oposição tornou-se ainda mais fragmentada. O povo, por sua vez, ficará ainda mais resignado por não sentir-se representado por nenhuma das duas principais forças de esquerda do país. Estou convencida de que nosso país precisará passar pelo processo da Constituinte Castrista para acordar definitivamente, e entender que devemos planejar a derrubada armada do regime, sob comando da resistência.

Este processo será longo e traumático, mas livre das mentiras dos políticos da suposta oposição de esquerda, que é igualmente manipuladora e criminosa. A Venezuela somente irá derrubar a ditadura de Nicolás Maduro e suas máfias através de uma luta organizada com estratégia militar e com ajuda internacional, pois nas últimas semanas o que observamos foi uma suposta oposição agonizante, covarde e traiçoeira. Seguramente é uma etapa após a qual, passado esse momento da Constituinte, será necessário a formação de um comando nacional de resistência, onde toda a população esteja representada e não apenas os segmentos mais jovens, como tem sido até agora.

Eu não tenho claro quanto tempo irá demorar a derrubada do regime de narco-terroristas do Foro de São Paulo que estão usurpando o poder na Venezuela. Mas o que eu tenho muito claro é que os jovens venezuelanos são muito corajosos e estão determinados a acabar com este descalabro vermelho. Dentro de pouco tempo, quando a oposição socialdemocrata manipuladora reunida na MUD desaparecer da cena política, a Venezuela estará um pouco mais perto da liberdade.

Sem dúvida será um processo violento e um terrível pesadelo para esses socialdemocratas legalistas, que insistem em pedir eleições a um regime de ditadura narco-terrorista e criminoso. A saída será dolorosa, e este é o nosso caminho para uma Venezuela livre e soberana, por qual luta tão bravamente a heroica juventude venezuelana. Nosso viva à Resistência sob as graças de Jesus Cristo, nosso defensor! 

Emma Sarpentier é colaborara do Crítica Nacional em Caracas.
Edição de texto de Paulo Eneas. #CriticaNacional #TrueNews


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