por paulo eneas e débora portugal
No dia 17 de Maio desse ano, o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, trouxe a público um suposto furo de reportagem, antecipando a divulgação de uma gravação entre o dono da JBS e o presidente Michel Temer. A divulgação foi o pontapé inicial para a tentativa de golpe engendrada na Procuradoria Geral da República, por meio de um acordo de delação super premiada de legalidade duvidosa entre o órgão e o dono da JBS, acordo esse feito à revelia da Polícia Federal. Essa tentativa de golpe contou e ainda conta com respaldo de parte da grande imprensa, principalmente os veículos das Organizações Globo e o blog Empiricus Research / O Antagonista.

A divulgação da notícia pelo colunista de O Globo foi acompanhada de uma série de mentiras, entre as quais a de que gravação teria sido feita por orientação da Polícia Federal e de que uma operação envolvendo o ex-assessor do presidente, Rocha Loures, teria sido monitorada pelo mesmo órgão. A notícia também impactou os mercados financeiros, e deu origem a uma série de especulações, entre as quais a de que o presidente iria renunciar em questão de poucas horas. O blog O Antagonista chegou a anunciar a data e o horário da suposta renúncia presidencial.

O fato é que toda essa trama criada artificialmente por esses personagens, e com amplo respaldo e divulgação pelos veículos mencionados, serviu unicamente para uma tentativa, até agora frustrada, de derrubar o governo e abrir espaço para que a esquerda pudesse avançar com sua agenda, na tentativa de retomar o controle pleno do poder político por meio de expedientes inconstitucionais, como ficou evidenciado pela tentativa frustrada de levar às ruas uma campanha por eleições diretas já ainda esse ano.

A criação dessa narrativa mentirosa por parte destes veículos serviu também para que uma das partes envolvidas lucrasse com especulações no mercado financeiro. Como aponta um artigo da EBC e outro artigo do blog Imprensa Viva, a Polícia Federal vem investigando desde junho, por meio da Operação Tendão de Aquiles, o uso indevido de informações privilegiadas por parte da JBS, obtidas um pouco antes da divulgação da notícia mentirosa por parte de Lauro Jardim, para obter ganhos no mercado financeiro.

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