por emma sarpentier
A promotora venezuelana Luisa Ortega Díaz, começou há algum tempo a fazer “oposição” ao chavismo. Ela iniciou essa suposta oposição por meio da abertura de investigações dos assassinatos cometidos pela brutal repressão empreendida pela ditadura nos últimos quatro meses.  Em seguida ela denunciou que a decisão do instância máxima de justiça do país de tentar substituir as funções da Assembleia Nacional, o parlamento regular do país, constituía uma violação da ordem constitucional. Luisa Ortega tornou público número de mortes causadas pela repressão, quando a ordem do chavismo era negar essa informação para o país. Por fim ela também anunciou que iria denunciar os crimes contra a humanidade perante da justiça internacional.

No entanto, a promotora Luisa Ortega nada disse quando dois anos atrás, o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, emitiu a resolução 0861, que permitiu o uso de armas de fogo para controlar manifestações. A promotora sempre afirmou que os protestos de nosso povo eram ilegais e que o comportamento dos ativistas da “direita” era irresponsável. Além disso, ela sempre afirmou que o desempenho do chavismo “estava certo” e sempre insistiu que todos seus atos estavam “ajustados ao devido processo, buscando reparar o dano que tivesse sido causado e buscar a punição dos responsáveis ​​por esses atos”.

A Verdadeira História de Luisa Ortega
Luisa Ortega e seu marido Germán Ferrer, que é um deputado chavista, eram membros do movimento PRV-FALN-Ruptura, um aparelho político-militar. Ferrer é fugitivo do Cartel San Carlos. Os dois militaram na esquerda dos anos sessenta. Conhecemos a grande amizade da promotora Luisa Ortega com Douglas Bravo, o mais famoso guerrilheiro comunista da Venezuela por suas ligações com o Che Guevara.

Na verdade, diante o colapso iminente da cúpula chavista, a procuradora Luisa Ortega procura sair de cena e passar para as fileiras menos socialistas da “Oposição”.  Luisa Ortega Díaz disse que tinha provas ligando Maduro com a construtura brasileira Odebrecht, e atribui a esse caso a “perseguição” que ela vinha sofrendo em tempos recentes. Há poucas semanas houve uma ação policial de busca e apreensão em sua residência, por ordem direta do chavismo. Logo após essa ação, o narcotraficante Diosdado Cabello ordenou a prisão do marido de Luisa Ortega.

O fato é que se Luisa Ortega fosse uma pessoa do bem, já teria denunciado não só o chavismo, mas até mesmo sua própria “oposição” no tribunal internacional, e teria procurado apoio internacional há mais de uma década. Na sexta-feira, Luisa Ortega Díaz decidiu fugir para Aruba, usando uma embarcação para a Colômbia, e em seguida pediu asilo político a Juan Manuel Santos. 

É  importante que a verdade seja conhecida por todos: a senhora Luisa Ortega sempre foi fiel ao castro-chavismo, pois trata-se de mais uma comunista que ajudou a estabelecer uma tirania comunista na Venezuela e que agora, diante do colapso da cúpula chavista, procura sair dessa quadrilha do crime organizado. Mas ela já vai tarde.


Luisa Ortega Díaz com o guerrilheiro comunista Douglas Bravo, famosos por suas ligações com Fidel Castro e Che Guevara. Sob o chavismo, Luisa Ortega se tornou procuradora geral da república.

Emma Sarpentier é ativista venezuelana e colaboradora do Crítica Nacional em Caracas.
Edição de texto de Paulo Eneas. #CriticaNacional #TrueNews