por thiago cortês
Tudo indica que falta muito pouco para que os liberais e demais inimigos de Jair Messias Bolsonaro no interior da direita, comecem a taxá-lo de fascista e tratar seus defensores como seguidores de líder fascista. Os liberais estão, cada vez mais, testando os limites do seu discurso que visa marginalizar, desmoralizar e isolar os defensores de Jair Bolsonaro no interior da direita, transformando-os em deploráveis, adjetivo usado por Hillary Clinton para referir-se aos apoiadores e eleitores de Donald Trump durante a campanha eleitoral americana do ano passado.

É a arte da rotulagem, a tática suja da marginalização, o ataque psicológico permanente. Uma tática descrita com riqueza de detalhes por David Horowitz no seu livro The Art of Political War and Other Radical Pursuits. Rodrigo Constantino reciclou um ataque ad hominem da extrema esquerda que consiste em, sem nenhuma evidência razoável, associar Bolsonaro a Mussolini e Hitler. Trata-se do tipo de baixaria que ouve-se em corredores de faculdade, proferida por estudantes militantes do PSOL, PT e do PSTU, mas que agora está na boca dos liberais.

Em artigo recente em sua coluna, o economista Rodrigo Constantino citou o ad hominem como se estivesse dando uma dica gratuita para Bolsonaro, em uma dissimulação na qual nenhuma pessoa inteligente consegue acreditar. Quem já leu sobre psicologia experimental sabe que depois que uma falsa associação é feita, mesmo de forma supostamente inocente, é impossível, psicologicamente, voltar atrás. Constantino está, passo a passo, testando os limites do seu discurso que, insistimos, visa marginalizar, desmoralizar e isolar os defensores e futuros eleitores de Jair Bolsonaro.

Ao testar o ataque, ele chega a reconhecer que a comparação entre Bolsonaro e Hitler é absurda, mas, e aqui começa o jogo, atribui aos defensores de Bolsonaro parcela de responsabilidade por isso:

Se os seguidores de Bolsonaro estão cansados de vê-lo sendo comparado por socialistas a Hitler e Mussolini […] então é preciso não agir como eles.

Ora, se uma pessoa é acusada falsamente de algo que ela não fez ou não é, deve essa pessoa ser responsabilizada por isso? Esta pessoa é culpada até que possa provar o contrário? É a total inversão do ônus da prova!

Por sua vez, o editor Carlos Andreazza começou a rotular Bolsonaro de “militarista” e a reciclar clichês da extrema esquerda, para quem militares e democracia não combinam. Ora, os defensores de um “militarista” são um bando de fanáticos acéfalos que devem ser expulsos antes de contaminar os conservadores e liberais. São os deploráveis: fãs de militares, racistas, xenófobos. E vem muito mais por aí!

Após o massacre de Charlottesville, Rodrigo Constantino comentou alguns tweets de Ben Shapiro, um jovem conservador proeminente. Shapiro perdeu influência com a ascensão de Milo Yiannopoulos e outros nomes da alt-right, e agora acusa o movimento de ter “acirrado os ânimos” e contribuído para a tragédia de Charlosttesville. Em seu artigo, o economista Rodrigo Constantino classifica a alt-right de “movimento de extrema direita”, a exemplo do que já fizeram Hillary Clinton, Michael Moore, Rosie O’Donnell, Sean Penn e outros ilustres que ele, Constantino, um dia elencou como idiotas da esquerda caviar. Ou seja, Rodrigo Constantino não se envergonha de usar as mesmas bobagens ditas por idiotas da esquerda caviar, que ele denunciou em seu livro!

Ora, justamente neste mês Dinesh D’Souza está lançando seu livro The Big Lie, que detalha as origens do movimento eugenista, racista e nazista nos EUA e suas conexões profundas com a esquerda americana. Ele revela, entre muitas coisas interesses, que em 1924 o Partido Democrata realizou uma conferência conjunta com a Klu Klux Klan, seu braço no Sul profundo. Mas, para Rodrigo Constantino e a extrema esquerda americana, o problema é a alt-right.

A alt-right é o movimento que levou Donald J. Trump ao poder, desafiando não apenas a esquerda cultural, mas os medalhões do Partido Republicano, os conservadores limpinhos que foram tratorados por blogueiros que deram voz a um imenso movimento popular. Não foi Ben Shapiro quem elegeu Trump. Não foi Andrew Sullivan ou qualquer intelectual orgânico da direita light ou supostamente civilizada, a direita autorizada na mídia.

Quem elegeu Donald Trump foi Joe, o mecânico, morador do Texas. Foi Mary Anne, mãe de família, moradora do Arizona. Pessoas cansadas dos políticos tradicionais. Qualquer semelhança entre a alt-right e o movimento popular que se formou ao redor de Jair Bolsonaro não é mera coincidência.

Falta pouco para que os defensores de Jair Bolsonaro recebam o mesmo tratamento e, em breve, sejam classificados como elementos de extrema direita. Os liberais estão empurrando os “deploráveis” defensores de Jair Bolsonaro para o extremo do espectro político, para fora da famosa Janela de Overton, em cujos limites prosperam as ideias autorizadas e para fora de onde são lançadas as ideias consideradas radicais.

É uma pequena elite de influenciadores que manipula a Janela de Overton, decretando até onde podemos ir ou não, quais ideias podem ou não ser aceitas. Eles dizem que Bolsonaro é um sujeito radical demais, perigoso demais, e cujos seguidores são um bando de deploráveis e ignorantes, prontos para marchar sobre Roma. Ou seja, marginalizar, desmoralizar e isolar: é a palavra de ordem entre aqueles que querem minar Jair Bolsonaro no interior da direita. 

Rodrigo Constantino está reciclando ataques ad hominem absurdos da esquerda caviar americana e da extrema esquerda brasileira para atacar Jair Bolsonaro e seus defensores. Não importa: agora vale de tudo! Um dos estratagemas que Arthur Schopenhauer descreveu em Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão, é o chamado salto indutivo:

Se o adversário já aceitar casos particulares, não ‘perguntar-lhe se admite também a verdade geral’ derivada dos casos particulares; introduzi-la como se estivesse estabelecida e aceita.

Ou seja, se cada vez mais as insinuações de que os defensores de Bolsonaro são de “extrema direita” passarem impunes, se cada vez mais as falsas associações entre Bolsonaro e genocidas passarem impunes, chegará, muito em breve, o dia em que os inimigos de Bolsonaro o chamarão de fascista como se esta fosse uma verdade já admitida. 

Concordo com Pedro Henrique Medeiros: Jair Bolsonaro precisa reagir com força total! Não pode tratar como “bobagens de facebook” as acusações feitas por quem está a um passo de jogar seus futuros eleitores na mesma categoria dos supremacistas brancos de Charlottesville, dos camisas negras de Mussolini e dos amantes de Hitler. Miguel Nagib entrou com um processo legal contra o dono do colégio Bandeirantes quando este o chamou de fascista durante um debate. E venceu o processo. O exemplo é bastante claro e pedagógico.

Jair Bolsonaro deve estar pronto para fazer o mesmo, aliás, para usar todos os meios necessários, a fim de defender a imagem, a honra e a dignidade de seus futuros eleitores e atuais defensores, pois não se trata apenas das próximas eleições.

Thiago Cortês é formado pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

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