por paulo eneas
A esquerda e o movimento socialista-comunista não existiriam com a força que têm se não fossem financiados pelo dinheiro das elites ocidentais. Quando Lenin afirmou que iria comprar da burguesia a corda com a qual ele iria enforcá-la, ele seguramente não imaginava que a realidade tornaria-se mais radical que sua metáfora: pois o que assistimos nos últimos anos é a burguesia mandando fabricar por conta própria a corda para seu enforcamento, e mandando entregá-la gratuitamente aos comunistas, com o frete já pago.

A corda mais recente que a burguesia está dando de presente aos comunistas chama-se Movimento Acredito. Apoiado pelo bilionário Jorge Lehman, um dos principais globalistas brasileiros e cujas empresas já tiveram acesso generoso ao recursos do BNDES, o Movimento Acredito já está sendo chamado nas redes sociais de uma versão nova do PSOL: uma versão de banho tomado, com terno e gravata e com rostinhos bonitinhos. Nada podia ser mais caricato.

A iniciativa do Movimento Acredito, que se ancora no discurso fácil e enganador de um combate genérico à corrupção para endossar todas as pautas da esquerda globalista, é mais uma confirmação da análise que estamos fazendo aqui no Crítica Nacional desde o ano passado: o ocaso e decadência do petismo, que durante anos foi a principal expressão política da esquerda comunista brasileira, e o desgaste da imagem dos tucanos e de toda a classe política, levaria a esquerda obrigatoriamente a reinventar-se, apresentando-se de cara nova e repaginada junto à opinião pública.

Essa esquerda repaginada irá apresentar-se à opinião pública com um discurso mais equilibrado na forma, falando contra a corrupção e defendendo ética na política e incorporando teses liberais, ao mesmo tempo em que reafirma seus compromissos com agenda ideológica de esquerda nas pautas que realmente importam, sob pretexto de mostrar-se progressista e tolerante. Trata-se portanto de um remake exato da mesma estratégia que começou a ser usada pelo petismo há alguns anos antes de chegar ao poder.

Iniciativas como esse Movimento Acredito e outras idênticas por parte de algumas figuras individuais, como um certo Luis Flávio Gomes que tem investido altos recursos em mídias sociais usando o mesmo discurso, mostram no mínimo duas coisas relevantes que precisam ser compreendidas por toda a direita brasileira:

a) O discurso genérico contra corrupção e pela ética na política é vago e amplo o bastante para caber na boca de qualquer um, inclusive na boca dos esquerdistas que mais cedo ou mais mais tarde usarão da corrupção como meio de levar adiante sua agenda comunista-globalista. A história do PT deixou isso registrado e documentado de modo inequívoco.

b) Além do acesso fácil a recursos milionários seja no setor privado ou público, a esquerda possui uma capacidade enorme de reinventar-se, adaptar suas bandeiras e até mesmo adotar ou descartar ideologias conforme a necessidade. 

O desafio colocado para a direita conservadora é não permitir que o desgaste da classe política e a legítima e justa indignação dos brasileiros com as práticas de corrupção no país sejam canalizados em favor das correntes políticas que não apenas se beneficiaram dessas práticas corruptas, como também procuram utilizar-se dessas práticas para levar adiante um projeto ideológico.

Iniciativas como o Movimento Acredito têm que ser denunciadas pelo seu caráter falacioso, mostrando os vínculos existentes desse movimento, especialmente seus financiadores, com as estruturas de poder político e econômico cujas práticas supostamente pretendem combater. Precisam ser denunciadas também por representar a continuação da tentativa de impor uma agenda ideológica esquerdista que já foi em grande parte implementada no país pelo petismo e seus associados tucanos e seus satélites, valendo-se inclusive de práticas corruptas para essa finalidade.

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