por claudia wild
Viver em um mundo entregue ao delírio do politicamente correto, ao marxismo cultural e suas pautas tem lá suas vantagens, já que não nos assustamos com a leviandade humana, ou com aquilo que é criado para distrair e enganar a massa pouco pensante. Faltando poucas semanas para a reeleição, quase certa, da atual chanceler alemã, algo bastante curioso chama a atenção: a imprensa de forma providencial tirou de sua grade qualquer menção negativa com relação aos erros cometidos pela senhora Merkel.

Como em um passe de mágica, os temas “refugiados e imigração em massa” foram substituídos por contos de fadas. Começaram a eclodir inúmeras matérias, reportagens e pesquisas, dando conta que a Alemanha vive no melhor dos mundos e que Merkel, “a Iluminada“ seria responsável por esta graça divina. Uma espécie de Alice no País das Maravilhas.

Neste sentido, trouxeram especialistas e especializados em mentiras para provar ao dócil povo alemão que o tema acima não era tão importante assim. Afinal, a integração de islâmicos no país corre às mil maravilhavas, em um autêntico Mil e Uma Noites moderno, e sem a traição governamental. Um mundo fantasioso, onde a política envenenada de Angela Merkel jamais trará resultados danosos ao pais. Assim, a esperta Sherazade (Angela Merkel) escapará da degola e da morte para escrever seu nome na história mundial.

Estes especialistas em mentira apresentaram pesquisas provando que 96% do islâmicos se sentem felizes e ligados ao país. Isto significa: assimilaram sua cultura e regras, foram transformados, praticamente, em alemães da gema. Trouxeram pesquisas narrando o quão feliz está o alemão nativo com a muito “bem-sucedida” sociedade multiculturalista. Todavia, ao lermos as matérias nos sites e seus comentários, a palavra mais lida era apagado, ou infringiu as normas estabelecidas. O que nos leva a crer que esta felicidade não deve ser tão grande assim. Mas, deixem isto pra lá, pois conto de fadas é conto de fadas.

Inundaram a mídia com mais e mais pesquisas para mostrar que o tema da imigração ou invasão islâmica é muito desimportante. Tanto que, segundo tais pesquisas, pouco mais de 25% dos alemães entendem que discutir sobre os refugiados seria relevante na atual disputa eleitoral. Interessante observar que, todas as pesquisas divulgadas são completamente diferentes daquelas de 2016. Naquele ano, cerca de 70% dos alemães entendiam que o islã não pertence ao país, contrariando assim a meiga Merkel, que anteriormente dissera Der Islam gehört zu Deutschland, isto é, O islã pertence à Alemanha. Além disso, 51% dos alemães declararam ser o islã uma religião que legitima a violência, dentre outas contradições.

É como se uma Lâmpada de Aladim fosse encontrada, esfregada e prontamente todos os problemas fossem solucionados com três simples pedidos: Merkel, Merkel e Merkel. É como se o país não estivesse em um de dos piores momentos da sua história! E isso acontece no momento onde tentam esconder do grande e amestrado público que o sultão turco Recep Tayyip Erdogan já abriu suas fronteiras para mandar seus militantes para a Grécia, e que milhares de “refugiados“ estão invadindo a Europa, quer seja pela rota italiana, ou pela rota grega. Nada disso existe na imprensa.

Como se não bastasse a sonegação de informações reais, a imprensa teve o acinte de trazer em suas revistas mais importantes como Stern, Focus e outras, o que depois foi amplamente replicado por quase toda a mídia alemã: uma reportagem que nos lembra o conto de Hansel und Gretel (João e Maria) dos Irmãos Grimm, em que a chanceler “entrega o segredo de sua sopa de batata”, esclarecendo que a batata nesta sopa precisa ser amassada de forma a deixar pequenos pedacinhos e posteriormente adicionada a roullade e repolho roxo. Cevando, assim, a população com futilidades para o posterior abate. Trata-se, enfim, do aprofundamento de uma lavagem cerebral em grau nunca visto, quando o país deveria discutir temas sérios, decisivos para um futuro pouco promissor diante da islamização gritante que impuseram aos alemães.

Se um país começa a se interessar mais por receita de sopa de batata ao invés de debater sobre políticas imprescindíveis à gravidade da situação, é sinal que não há muito a ser feito, a não ser esperar por mais um desastre que cedo ou tarde virá. Talvez, quem sabe, se lembrarão do segredo da receita da sopa de batata merkeliana. Resta saber se neste dia existirão batatas disponíveis na despensa. Enquanto isso, a batata alemã vai sendo assada.

Claudia Wild é advogada e vive na Alemanha. #CriticaNacional #TrueNews

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