por paulo eneas
O regime de ditadura comunista da Coreia do Norte realizou nesse domingo um teste com uma Bomba de Hidrogênio. O teste deu origem a abalos sísmicos cerca de dez vezes mais intensos do que aqueles observados em testes anteriores, segundo informam especialistas da imprensa japonesa. Estima-se que a potência explosiva do artefato tenha sido da ordem de 120 quilotons, oito vezes mais potente do que a bomba nuclear lançada em Hiroshima em 1945.

Um pouco antes da detonação, circularam imagens do ditador Kim Jong-Un ao lado do que possivelmente seria uma Bomba de Hidrogênio. A imagem mostra uma bomba cujas dimensões seriam apropriados para o lançamento no cabeçote de um míssil balístico intercontinental. O artefato foi detonado às 12:30 do horário local na localidade de Punggyie-ri e deu origem a um terremoto de 6.3 graus de magnitude que pôde ser detectado a 55 quilômetros do local, segundo um relatório do serviço geológico norte-americano, USA Geological Survey.

O Que É Uma Bomba de Hidrogênio
Uma bomba de hidrogênio, também conhecida como bomba termonuclear, difere em alguns aspectos de uma bomba nuclear comum. Uma bomba nuclear funciona à base de fissão nuclear, na qual o núcleo de um átomo é fissurado (dividido) e emite partículas que irão fissurar outros núcleos, em uma reação em cadeia, liberando energia em forma de explosão.

A bomba termonuclear, por sua vez, opera envolvendo também a fusão de átomos. Um dispositivo detonador formado por uma bomba de fissão nuclear convencional gera a energia necessária para dar início ao processo que envolve a fusão de átomos de deutério e trítio, que são átomos mais pesados, ou isótopos, de hidrogênio. A energia liberada por essa fusão sob a forma de emissão de nêutrons, por sua vez, é empregada para causar a fusão de átomos de urânio. Uma bomba termonuclear possui um poder explosivo centenas ou milhares de vezes maior do que uma bomba de fissão nuclear convencional.

A base teórica para a construção de bombas termonucleares foi dada pelo estudo da astrofísica dos processos de geração de energia no interior das estrelas. Esses estudos foram realizados por físicos ainda no início do século passado, que mostraram que é esse processo que ocorre nas estrelas conhecidas. O núcleo de nosso Sol, conceitualmente falando, é bomba termonuclear em atividade constante, que emite energia que chega até nós sob a forma de radiação solar.

A Reação de Donald Trump
Imediatamente após a explosão, o presidente norte-americano Donald Trump reagiu publicando, como de habitual, algumas mensagens em seu twitter. Algumas dessas mensagens estão traduzidas abaixo e mostra a disposição do governo norte-americano de não intimidar-se com as ameaças norte-coreanas, ao contrário do que foi feito anteriormente por Obama e por Jimmy Carter no século passado:

A Coreia do Norte realizou um teste nuclear de grandes dimensões. Suas ações e palavras continuam a ser muito hostis e perigosas para os Estados Unidos.

A Coreia do Norte é uma nação pária, que tornou-se uma grande ameaça e um embaraço para a China, que tem procurado colaborar mas sem muito sucesso.

Os Estados Unidos estão considerando, entre outras opções, cessar as relações comerciais com qualquer país que mantenha negócios com a Coreia do Norte.

A Coreia do Sul está percebendo, como eu disse a eles, que a tentativa de apaziguar a Coreia do Norte não irá funcionar. O regime norte-coreano só entende uma única coisa!

A Coreia do Sul Reage Simulando Ataque
Em meio ao crescimento da tensão na península coreana, a Coreia do Sul reagiu por meio de uma simulação de ataque. Nesta segunda-feira pela manhã, horário local, as forças armadas sul-coreanas realizaram um exercício de ataque a instalações de armamento nuclear. O exercício foi feito com o objetivo explícito de advertir a Coreia do Norte de que o seu vizinho do sul possui capacidade de destruir suas instalações nucleares.

O exercício consistiu no lançamento de mísseis de superfície e mísseis ar-terra de longo alcance que atingiram com precisão, segundo as fontes militares sul-coreanas, alvos pré-definidos no Mar do Japão. De acordo com o Comando Militar Sul-Coreano, os alvos localizavam-se a uma distância equivalente, a partir do ponto de lançamento em solo sul-coreano, à distância em que encontram-se as instalações militares nucleares em território da Coreia do Norte.

O regime de ditadura comunista da Coreia do Norte tem desempenhado de modo cada vez mais explícito seu papel de quinta coluna ou preposto de interesses russos e chineses na cena geopolítica internacional, especialmente após a vitória de Donald Trump. A despeito das declarações diplomáticas formais, a ditadura norte-coreana não executa um único movimento relevante sem a anuência de Moscou e Pequim.

O bloco russo-chinês, bem como o movimento comunista no Ocidente de forma geral e seus aliados globalistas, sabem que os Estados Unidos sob o governo de Donald Trump representam o principal obstáculo para os interesses desse bloco e seus aliados diretos ou indiretos. A instrumentalização da Coreia do Norte para a tentativa de impor uma ameaça real à segurança dos Estados Unidos e de seus aliados, obrigando-os a uma reação, faz parte do mais arriscado e perigoso movimento geopolítico do momento.

Uma eventual reação ou iniciativa militar de caráter preventivo por parte dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte seguramente colocaria a Russia e a China em cena, que sairiam em defesa de seu aliado norte-coreano. Trata-se, portanto, de um cenário de alto risco e que exigirá do governo de Donald Trump muito cálculo e muita inteligência geopolítica e estratégica para, de um lado assegurar a defesa e a segurança militar estratégica norte-americana, e de outro, evitar um movimento precipitado que poderá colocar o mundo inteiro em risco e cujas consequências serão imprevisíveis.

Com informações de Fox News e Breitbart. A ilustração usada nesse artigo é uma concepção artística, e não representa o registro fotográfico de qualquer evento tratado nessa reportagem.

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