por paulo eneas
Nas últimas horas os brasileiros estão assistindo atônitos, mas não necessariamente surpresos, cenas típicas de um roteiro de filme de mafiosos: a organização criminosa com registro partidário que exerceu o poder no país durante treze anos, e cujos fortes tentáculos ainda estão presentes nas instituições de Estado do país, incluindo o Poder Judiciário e segmentos do Ministério Público Federal, começou a desmoronar. Os principais integrantes dessa organização começam a entregar uns aos outros, preocupados que estão unicamente em tentar salvar a própria pele.

O ainda chefe do Ministério Público, Rodrigo Janot, foi quem deu o primeiro passo nessa direção. Após o fracasso de sua empreitada golpista por meio de uma delação ilegal envolvendo o dono da JBS e amplamente apoiada pelos principais veículos da grande imprensa, como as Organizações Globo e os idiotas úteis da esquerda do blog O Antagonista (tentativa golpista que foi amplamente denunciada por nós do Crítica Nacional durante meses), Janot viu-se assim na contingência de fazer o que lhe restava: assumir a farsa do golpe do qual ele próprio foi arquiteto, juntamente com Fachin, e denunciar os principais envolvidos, incluindo o dono da JBS. Por tabela, denunciou os principais nomes da cúpula petista, a quem ele sempre protegeu.

No front de Curitiba com o juiz Sérgio Moro, que é onde reside a verdadeira Lava Jato, Antonio Palocci fez o que muitos já esperavam e que os petistas temiam: entregou seus chefes Lula e Dilma, a quem ele acusa de terem roubado em torno de trezentos milhões de reais. E até mesmo no front do STF, controlado por uma maioria formada nos anos do petismo e comprometida com uma agenda ideológica de esquerda e com o ativismo judiciário, o petismo e seus associados estão sendo liquidados: Luiz Fux pede a prisão do dono da JBS. E para fechar o cerco, o presidente do TSE pediu essa semana a cassação do registro do PT.

Os brasileiros seguramente têm muitas razões para celebrar esses acontecimentos, cujos desdobramentos por ora são imprevisíveis. É possível que o PT seja extinto antes mesmo das próximas eleições e que Lula nem venha a concorrer. Mas celebrar não significa iludir-se: o que estamos assistindo hoje são apenas as cenas finais de um enredo iniciado no ano passado. A classe política, o estamento burocrático e o movimento comunista latino-americano já descartaram o PT há mais de um ano. E esse descarte teve início com o impeachment. O que estamento burocrático faz hoje é apenas varrer o lixo petista pela porta dos fundos, pois ele já não tem mais serventia.

O ocaso e a provável extinção do PT representam sem dúvida um revés para a esquerda latino-americana e para o Foro de São Paulo, mas não representarão de forma alguma uma derrota definitiva. Pois o movimento comunista possui uma capacidade quase infinita de metamorfosear-se, trocar de cara e de discurso, descartar pautas e incorporar outras conforme a conveniência, e escolher novas figuras públicas em substituição a outras. Comunistas e seus aliados globalistas e muçulmanos somente serão derrotados em definitivo quando não puderem mais se reinventar.

E essas novas figuras públicas da esquerda já estão definidas: João Doria, Marina Silva, Ciro Gomes ou até mesmo algum fantoche representado por algum grande empresário alinhado com globalistas. É essa a nova velha esquerda que está apresentando-se à sociedade com discurso calibrado para blindar-se do desgaste petista, e até mesmo usando do moribundo petismo como seu espantalho predileto para bater, para dar guarida a seus discursos dissimulados. O marketing político de João Doria, por exemplo, foi até aqui todo ele calcado nessa estratégia.

Os brasileiros têm sim muitas razões para sair às ruas e celebrar o fim do petismo. Porém, mais do que celebrar e comemorar o fim do PT, os brasileiros precisam se preparar para não iludirem-se com os continuadores da herança ideológica petista, representados nas figuras do tucano de botox amigo dos muçulmanos, da fênix da floresta com assento no Foro de São Paulo, ou do “coronel” de fala grossa disposto a seguir as ordens dos comunistas chineses. Estes novos protagonistas da esquerda tentarão formar o novo petismo de cara nova, o qual teremos que combater sem tréguas e sem concessões.

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