por paulo eneas
Os indicadores econômicos divulgados essa semana, como a expectativa de queda mais acentuada da taxa de juros ainda esse ano, os records históricos sucessivos nas bolsas de valores e a recuperação lenta mas constante do nível de atividade da indústria, são benéficos para o país e devem ser celebrados. Pois entendemos que a recuperação ainda que lenta e gradual da economia brasileira, depois de ter sido destruída pelos anos de petismo, traz entre outras consequências positivas a melhoria do ambiente para o debate político, colocando-o em um patamar mais elevado.

Desde o impeachment afirmamos que uma piora do quadro econômico interessaria unicamente à esquerda. Pois um ambiente de crise econômica e de aumento do desemprego abriria espaço para as propostas de soluções socialistas e estatistas simples e erradas que a esquerda sempre está disposta a apresentar e que, mais adiante, trarão mais retração econômica e mais desemprego que, no limite, levam ao completo solapamento da economia nacional, como ocorreu na Venezuela. 

Se tivesse sido bem-sucedida a tentativa de derrubada do atual governo por meio de uma ação ilegal promovida por parte do estamento burocrático articulada com grupos econômicos monopolistas que sempre foram historicamente ligados ao petismo, como a JBS e as Organizações Globo, o resultado levaria inevitavelmente a um caos institucional e crise econômica sem precedentes, criando o ambiente que a esquerda petista e seus satélites esperam e desejam para retomar plenamente o controle do Estado brasileiro e aprofundar suas políticas socialistas. Essa tentativa golpista até o momento falhou, e a melhoria dos indicadores econômicos nos últimos dias são reflexo imediato desse fracasso golpista.

Se a retomada da atividade econômica for sustentável e se mantiver no médio prazo, sua principal consequência política será o fortalecimento do campo da direita conservadora e, por extensão, da candidatura de Jair Bolsonaro. Pois, fora de um ambiente de crise econômica, a disputa política poderá pautar-se por temas que efetivamente interessam à maioria dos brasileiros e que hoje encontram eco unicamente na voz de Jair Bolsonaro.

Se o debate político não é tensionado pela necessidade de soluções urgentes para uma crise econômica aguda, temas como a defesa da soberania nacional, direito à vida e direito de defesa, fim da impunidade e combate efetivo à criminalidade e à corrupção, revisão de nossa política externa e política imigratória, mudança radical em nosso sistema educacional, privatizações e extinção de estatais, entre outros, poderão e deverão efetivamente ganhar relevância e destaque. E quem irá beneficiar-se com essa pauta é a direita conservadora e, por extensão, a maioria dos brasileiros.

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