por paulo eneas
A exposição criminosa promovida pelo Banco Santander na cidade de Porto Alegre, e que foi encerrada antecipadamente devido a reação do público conservador, ensejou uma grande oportunidade para que uma parcela da elite de jornalistas da grande imprensa nacional pudesse manifestar o desprezo que ela nutre pela imensa maioria dos brasileiros. Um desprezo aliado a uma ignorância a respeito da índole e dos reais valores abraçados e defendidos pela nação. 
O desprezo e a ignorância dessa parcela da elite da grande imprensa vieram embalados em afirmações mentirosas, ofensivas à inteligência média do público, e em insultos contra todo e qualquer brasileiro que tivesse manifestado alguma objeção à exposição criminosa.

As afirmações mentirosas dessa elite de jornalistas dizem respeito ao fato de chamarem de censura ao livre e democrático direito de boicote e crítica. Sobre a falácia do argumento de censura, nós já tratamos no artigo Pedofilia & Zoofilia do Santander: A Narrativa Mentirosa Sobre Suposta Censura, publicado no Crítica Nacional essa semana, onde enfatizamos que a decisão de encerrar a amostra criminosa foi tomada pelo próprio banco, não tendo sido resultado da ação supostamente censória de nenhum órgão de Estado, nem mesmo de alguma ação judicial. Os insultos, por sua vez, vieram sob uma forma surpreendente: para esses jornalistas, a maioria do povo brasileiro é simplesmente nazista!

A jornalista Mônica Waldvogel chamou a reação dos brasileiros de combate à livre expressão artística, comparando esta reação às práticas nazistas da primeira metade do século passado. Por sua vez, Marcelo Tas foi estúpido o bastante para insistir na falácia da censura, indicando que ele não conhece ou finge não conhecer o que é censura de fato. Quem não se fez de rogado foi o jornalista Ricardo Boechat: em seu programa na Band News, o jornalista-babá de black blocs repetiu a tolice sobre censura, e afirmou que as pessoas contrárias à exposição criminosa são todos nazi-fascistas e terroristas islâmicos

A elite de jornalistas da grande imprensa brasileira forma um segmento privilegiado em todos os aspectos, especialmente em sua brilhantes capacidade de análise e apreensão da realidade. Por exemplo, ano passado praticamente todos eles previram a vitória de Hillary Clinton nas eleições americanas, além de terem antecipado o desastre econômico que iria abater-se sobre o Reino Unido com sua saída da União Europeia pelo Brexit. Há alguns anos, essa mesma elite descobriu que Jair Bolsonaro era nazista, quando o deputado colocou-se contrário à distribuição do kit gay nas escolas. E agora essa mesma elite fez a descoberta que somente ela seria capaz de fazer: a de que a maioria dos brasileiros é formada por nazistas.

#CriticaNacional #TrueNews

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE