por paulo eneas
Em uma manobra combinada entre o TSE e o relator da reforma eleitoral, deputado petista Vicente Cândido, a Câmara dos Deputados poderá votar nessa quarta-feira o fim da obrigatoriedade do voto impresso acompanhado da votação eletrônica já para as próximas eleições. Se aprovada, a medida representará a legalização da fraude para as próximas eleições, pois transformará de vez o sistema eleitoral brasileiro em uma caixa preta impossível de ser auditada e fiscalizada por eleitores e pelos partidos e candidatos.

A obrigatoriedade do voto impresso na urna eletrônica foi estabelecida em 2015, com a aprovação de um projeto de lei do deputado Jair Bolsonaro. A lei aprovada foi vetada pela então presidente petista Dilma Rousseff, tendo sido o veto posteriormente derrubado na Câmara. Desde então, o Tribunal Superior Eleitoral vem alegando todo tipo de dificuldade para fazer cumprir o que determina a lei. Esse ano, o presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, praticamente entrou em campanha contra o voto impresso.

Ao contrário da propaganda mentirosa feita pelo TSE, às custas de recursos públicos, o sistema de votação eletrônica no Brasil não é confiável nem seguro, e é essencialmente antidemocrático, pois não possibilita aos eleitores e aos partidos e candidatos fazer o acompanhamento da apuração dos votos. Além disso, o sistema não garante ao eleitor a certeza de que o voto por ele digitado corresponde de fato a que será computado pelo sistema eletrônica.

Por estas razões, e pelo fato de a apuração ser totalmente secreta, a esmagadora da população brasileira não confia no sistema de votação eletrônica usado no país. E também por estas razões, o sistema não é adotado em nenhum outro lugar do mundo, exceto na Venezuela com algumas variações. As alegações feitas pelo TSE de segurança absoluta do sistema é uma propaganda mentirosa que não corresponde à realidade, uma vez que qualquer sistema eletrônico por definição é sujeito a fraudes e erros.

Um processo eleitoral no qual a apuração é feita secretamente, no qual todas as etapas de coleta e sistematização dos votos são executadas longe dos olhos dos eleitores e dos partidos e candidatos, e no qual é impossível fazer a auditoria e recontagem dos votos, é por definição um processo antidemocrático e ilegítimo, que serve tão somente para legitimar fraudes. Por decorrência, qualquer governante eleito por este processo torna-se igualmente ilegítimo e carece de qualquer representatividade junto à população.

Manifestações de Rua Pelo Voto Impresso
No dia 22 de Outubro, movimentos de rua realizarão em várias cidades do país manifestações e marchas em defesa do voto impresso. Nos próximos dias traremos mais informações sobre estas manifestações. Entendemos ser fundamental que a sociedade exerça pressão e exija transparência e lisura nas próximas eleições. Caso contrário, as eleições servirão apenas de fachada para legitimar a continuidade no poder de uma classe política e de um estamento burocrático comprometidos unicamente com políticas patrimonialistas e esquerdistas contrárias ao interesse da nação.

Emails de Deputados Federais
Os leitores e eleitores podem enviar emails para os parlamentares, exigindo a garantia do voto impresso como determina a lei. Nesse link aqui encontra-se uma lista com os emails de todos os deputados federais.

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