por paulo eneas
Em novo vídeo publicado agora a tarde, Artur do Val do canal #mamaefalei volta a falar sobre voto impresso. O vídeo pode ser visto nesse link aqui. Artur começa afirmando que existe “um pessoal querendo difamá-lo”, o que obviamente não é verdade: o conteúdo que publicamos no primeiro artigo de hoje sobre o assunto foi sobre um vídeo anterior de Artur do Val publicado em setembro do ano passado, e cuja íntegra pode ser vista nesse outro link aqui.

Nesse vídeo anterior, Artur faz considerações sobre a obrigatoriedade do voto para em seguida fazer comentários impertinentes sobre o voto impresso, associando-o a ideia de “levar voto para casa”. Nunca existiu proposta séria nesse sentido, e na época que o vídeo foi postado, o Congresso Nacional já havia votado e aprovado o projeto de lei de Jair Bolsonaro instituindo o voto impresso a ser depositado automaticamente numa urna sem contato manual com o eleitor. Se o vídeo for anterior a aprovação do projeto,  comentário é igualmente impertinente, pois o então projeto de lei de Jair Bolsonaro não previa a possibilidade de o eleitor levar o voto pra casa.

Tanto num caso como no outro, o comentário de Artur sobre o voto impresso era impertinente, pois não correspondia ao então projeto de lei ou não correspondia à lei aprovada que já está em vigor. A única coisa para a qual o comentário serviu foi para reproduzir e reforçar o argumento falacioso da esquerda, que era contra o projeto alegando risco de fraude. Um risco que, nesse caso, nunca existiu. Os próprios seguidores do canal fizeram comentários nesse sentido. Portanto, não houve “trecho de vídeo fora do contexto”, como alega Artur: tratou-se apenas de focar no trecho que era de nosso interesse comentar, e o leitor que desejar ver o “contexto”, pode acessar o vídeo inteiro no link acima.

No vídeo postado agora a tarde, Artur do Val novamente diz ser contra o projeto que estava sendo discutido de “levar voto pra casa”, e nós mais uma vez reafirmamos: não existe nem existiu discussão de projeto de lei que possibilitasse ao eleitor levar o voto para casa, pois isso seria inconstitucional. Depois ele diz ser a favor do “projeto atual” de Jair Bolsonaro, que institui o voto impresso sem levar o voto para casa. Artur do Val deveria procurar informar-se melhor antes de gravar seus vídeos: não existe projeto atual, existe uma lei aprovada há cerca de dois anos. Uma lei que foi vetada pela então presidente Dilma e cujo veto foi derrubado por mais de quatrocentos votos na Câmara.

Por fim, mantemos o que foi afirmado em artigos anteriores: integrantes do MBL afirmam que o o grupo é a favor do voto impresso. Mas entendemos que dar uma declaração pro-forma dizendo-se a favor de determinada pauta significa pouco ou nada. Importa são as ações concretas. Mais do que voto impresso, o que está em questão é a lisura e a transparência no processo eleitoral, tanto por meio do voto impresso em cem por cento das urnas, quanto no acompanhamento público da transferência dos votos para os locais de apuração, e o próprio processo de apuração em si, que tem que deixar de ser secreta para ser pública.

O TSE, em conluio com petistas e peemedebistas e tucanos, tem feito um lobby poderoso no sentido contrário a estas medidas de transparência, inclusive a impressão do voto. Interessa-nos saber se o MBL irá para além de declarações puramente pro-formas e se irá de fato mobilizar a sociedade em defesa da transparência das eleições. Ou se o grupo de libertários  e liberais irá apenas limitar-se a declarações de apoio formais, e conformar-se a um processo eleitoral que poderá ser fraudulento e sem transparência, com a certeza e a convicção de que poderão de algum modo beneficiarem-se de um processo eleitoral viciado.

Nota:
Um representante do MBL afirmou para nós que Artur do Val não faz parte do grupo. Entendemos ser pública e notória a ligação entre o ativista e o grupo de liberais e libertários. Portanto, a não ser que o MBL emita uma declaração pública afirmando que Artur do Val não fala em nome do grupo, continuaremos a fazer referência a ambos indistintamente, como uma mesma unidade e identidade política, segundo nosso critério e juízo.

DIA 22 DE OUTUBRO DOMINGO 14H: MARCHA PELO VOTO IMPRESSO EM TODO O PAÍS

#CriticaNacional #TrueNews

Comente com seu perfil do facebook: