por emma sarpentier
No último domingo, os venezuelanos mais uma vez foram a uma eleição com um árbitro eleitoral acusado de fraude pela própria Smartmatic, a empresa que gerencia a tecnologia eleitoral de um dos sistemas mais sinistros do mundo. Nosso país 
vive um de seus momentos mais sombrios, e as eleições servem para mostrar a falácia do argumento de que o regime de Maduro não é um regime de tirania.

Um novo mapa político formou-se desde domingo. O chavismo ficou com dezessete dos vinte e três governos estaduais, incluindo os estados de Lara e Miranda, que tradicionalmente eram redutos do lado menos socialista (a chamada oposição). Os governadores que foram eleitos deverão prestar juramento ante a assembléia constituinte, caso contrário eles poderão ser presos. 

Três meses após da eleição ilegal da Assembléia Nacional Constituinte,  os venezuelanos votaram neste domingo para eleger governadores dos vinte e três estados do país, num dia marcado por denúncias e irregularidades e pela exigência do regime de ditadura para que os candidatos eleitos prestem juramento a uma assembleia constituinte totalmente dominada pelo chavismo. De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) ficou com 54% dos votos em todo o país, elegendo dezessete dos vinte e três novos governadores. A oposição de esquerda socialista não reconhece os resultados.

Os dezoito anos de chavismo transcorreram em meio a maior bonança de petróleo de nossa história. Os governos de Chávez e Maduro administraram trilhões de dólares e tiveram
a capacidade de estabelecer uma cultura de dependência clientelar que fez do cidadão um servo do estado socialista. O futuro da Venezuela é sombrio, apesar de o regime chavista ainda receber o apoio dos governos da Rússia e da China, que usam a Venezuela como base para a expansão do comunismo no continente sul-americano.

O mais provável que os Estados Unidos, o Canadá, a União Européia e o chamado Grupo Lima, composto por doze países da América Latina, não reconheçam os resultados de um processo eleitoral suspeito e fraudulento como todos os processos eleitorais do chavismo. O povo encontra-se encurralado entre um regime que controla o poder e as armas e está disposto a fazer qualquer coisa manter-se no poder, e uma oposição que funciona como avalista do chavismo.

Com a inflação atual o país está posicionado como o mais miserável do mundo. A crise econômica somente piora  e segundo o Fundo Monetário Internacional  a inflação alcançará 2.300% no ano que vem. Após os dezoito anos no poder o chavismo parece invencível e imune a tudo. No entanto, existe agora também uma batalha internacional que está sendo levada a cabo pelo Movimento de Resistência Rumbo Libertad, o mesmo movimento que também luta nas ruas e que pode ser a chave para uma transição à liberdade.

E existem variáveis ​​que não podem ser controlados por meio de pactos secretos entre o chavismo e a oposição oficial:  a crise econômica e a fome, bem como os surtos de doenças já erradicadas no mundo livre, são o terreno fértil que poderia levar a uma nova explosão social, o que mudaria drasticamente os protagonistas e as regras do jogo.

Emma Sarpentier é Coordenadora do Movimento de Resistência Rumbo Libertad e colaboradora do Crítica Nacional em Caracas. Edição de texto: Paulo Eneas.
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