por paulo eneas
Se o tucano socialdemocrata João Doria estivesse realmente preocupado em tratar do problema da fome ou da deficiência nutricional dos paulistanos mais pobres, uma das medidas que ele poderia tomar seria a redução gradual, até a eliminação completa, dos impostos e taxas municipais que incidem sobre toda a cadeia produtiva relacionada à produção, distribuição, armazenamento e comercialização de alimentos e refeições na capital paulista. Essa medida diminuiria o preço final dos alimentos, até mesmo pelo aumento da oferta, favorecendo assim as famílias de renda mais baixa.

O tucano poderia também usar o prestígio político do cargo de prefeito da maior cidade do país e iniciar uma campanha nacional para a redução gradual, até a eliminação total, de todos os impostos federais e estaduais incidentes nos setores da economia ligados à produção, distribuição, armazenamento e comercialização de alimentos. Ele poderia também determinar, por meio de processos transparentes, que a prefeitura paulistana passasse a adquirir alimentos destinados a merenda escolar junto pequenos e médios produtores rurais, para incentivar esse segmento e também promover o aumento da oferta.

Estas seriam algumas das iniciativas que poderiam ser esperadas, se a prefeitura paulistana tivesse à sua frente um autêntico bom gestor público e um político de visão liberal clássica. Mas em vez disso, o socialdemocrata João Doria preferiu seguir o caminho que evidencia que a imagem de bom gestor que sua equipe de marketing tenta vender consiste exatamente disso: apenas uma imagem. E evidenciou também que seu propalado discurso liberal começa e termina no palanque.

Em vez de uma solução liberal, João Doria resolveu recriar a sua versão particular do fracassado Fome Zero de seus amigos petistas, propondo-se a distribuir nas escolas municipais da capital paulista um produto feito com alimentos processados próximos da data de vencimento, segundo a descrição feita pelo próprio prefeito em seu enésimo vídeo produzido para o reality show político diário em que transformou-se a sua gestão. O anúncio de sua versão do fome zero foi feito há alguns dias, e foi cercado de toda a parafernália de marketing e de espetáculo que assinalam sua gestão.

A proposta de João Doria de distribuir esse tipo de alimento processado, que está sendo chamado nas redes sociais de ração humana, é a reprodução exata do mesmo vício populista e demagógico e esquerdista da velha tradição política brasileira. Um tradição que ignora a dignidade das pessoas mais pobres no momento de elaborar políticas públicas, tratando estas pessoas e suas famílias como seres incapazes e dependentes de esmolas estatais. A ração humana de João Doria é o equivalente tucano-socialista do Bolsa Família ou do fracassado Fome Zero de seus amigos petistas.

Seguramente tal ração jamais estará presente à mesa da família de João Doria ou das famílias dos integrantes de seu staff, nem no café da manhã das famílias de seus amigos petistas. Afinal, isso iria ferir a dignidade e os hábitos alimentares dessas distintas famílias, hábitos alimentares esses inexistentes nas famílias das pessoas pobres, na visão elitista e preconceituosa e esquerdista que o socialdemocrata João Doria dos paulistanos mais pobres.

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