por carlos arouck
O delegado Fernando Segóvia será o novo diretor-geral da Polícia Federal, em substituição a Leandro Daiello, que ocupa o cargo desde janeiro de 2011. Indicado por Dilma, Daiello vem pedindo para sair há muito tempo, mas por pressão dos meios de comunicação e das redes sociais, a sua saída foi postergada, com o intuito de evitar qualquer alegação de ameaça à continuidade da operação Lava Jato.

A pergunta natural que surge é: o que acontecer com a Lava Jato após a nomeação de Segóvia como novo diretor? Nada. Isso porque a Polícia Federal continuará combatendo a corrupção e outros crimes de sua atribuição, uma vez que a operação Lava Jato, no âmbito da Polícia Federal, encontra-se em fase de finalização. Os trabalhos dos peritos federais continuam em andamentos, como análises documentais e outras solicitadas pela Justiça. Da mesma forma, os agentes continuam cumprindo requisições do juízo natural e do Ministério Público, como mandados de prisão e de busca e apreensão.

Não existe razão alguma para haver surpresa no fato de ocorrer uma troca de comando na instituição após sete anos. Esta troca é uma necessidade para a Polícia Federal, que sempre foi e será feita por heróis anônimos. As movimentações internas constituem uma praxe normal entre os policiais federais. Diversos veículos de imprensa divulgaram que Fernando Segóvia contaria com o apoio de Sarney, por ter sido superintendente no Maranhão, e que contaria também com apoio do universo político.

Seja o que for que tenha sido noticiado, são apenas especulações de quem escreve uma matéria, talvez tentativas de minar um nome que é de consenso na Polícia Federal como um todo. Afinal, a Associação dos Delegados da Polícia Federal não conseguiu fechar um nome escolhido somente por sua categoria. Em minha avaliação, o governo federal acertou na escolha de Fernando Segóvia, priorizando um diretor que pode investir na pacificação interna, já que o delegado tem um bom trâmite entre as diversas categorias que compõem os quadros da Polícia Federal, como peritos, papiloscopistas, escrivães e agentes.

Além disso, Fernando Segóvia conta, inclusive neste momento, com suporte das associações de servidores. Formado em direito pela Universidade de Brasília, o novo diretor tem pelo menos uma coisa em comum com a Procuradora Geral da República Raquel Dodge: a formação acadêmica. O novo diretor geral costuma apresentar uma postura independente nas questões interna corporis, enquanto Daiello era normalmente pautado pela associação de classe.

Neste momento de conflito entre delegados e todas as categorias existentes no Departamento de Polícia Federal, Fernando Segóvia é um bom nome, conhecido por sempre tentar pacificar os setores por onde passou, além de ser descrito como uma pessoa experiente e agregadora. Se ele será um bom Diretor-Geral e se conseguirá pacificar a Polícia Federal, somente o tempo dirá. Nós, policiais federais, torcemos para que o comandante consiga apaziguar as categorias. Termino citando Fernando Tayrone: Só o tempo dirá o que não se tem resposta.

Carlos H. Arouck é policial federal, analista político e colaborador do Crítica Nacional.
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1 COMENTÁRIO

  1. Hahahaha quem derá que fosse assim mesmo como divulgado na matéria ,.. mais o que se tem visto desde a queda do PT é uma PF cada vez menos atuante como em comparação com os anos anteriores, esse ano por exemplo a lava jato não fez quase nenhum operação prendendo figurões ligado a politicos como estava fazendo nos anos anteriores, o próprio Sérgio Moro sumiu do Mapa nesse ano de 2017 , tem algo estranho no AR .. só acho.

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