por paulo eneas
Pesquisa eleitoral divulgada nesse final de semana pelo DataFolha traz novamente o líder petista, e já condenado pela justiça em primeira instância, em primeiro lugar nas intenções de voto para a presidência da república nas eleições do ano que vem. Não temos motivo algum para dar credibilidade a essa pesquisa, não porque não gostamos de seu resultado, mas pelo histórico de erros e projeções completamente descoladas da realidade presente em pesquisas produzidas por esse instituto em pleitos passados. 

Fica cada vez mais evidente que o objetivo dessas pesquisas não é o de captar ou fazer o registro da disposição do eleitor em dado momento, mas sim o de criar uma tendência, de modo a induzir o eleitor em uma dada direção. O objetivo é sempre minimizar ou mesmo ocultar a força eleitoral, visível nas manifestações espontâneas nas ruas, da candidatura de Jair Bolsonaro, em um contraste também visível com a rejeição e até mesmo a hostilidade que o líder petista condenado vem encontrando em suas fracassadas tentativas de mobilizar e atrair a população.
A decisão dos principais institutos de pesquisas em mostrar um quadro pré-eleitoral descolado da realidade, com a intenção clara de criar uma tendência, pode gerar um efeito inesperado: a insistência em apresentar o líder petista condenado em primeiro lugar nas sondagens poderá gerar uma onda de voto útil em favor do único candidato que objetivamente encarna uma real oposição ao petismo e a tudo o que ele representa: Jair Bolsonaro.

O antipetismo é um dos sentimentos mais fortes presentes na sociedade brasileira e, em decorrência disso a própria esquerda não-petista, especialmente os tucanos, tem procurado valer-se desse sentimento em seu benefício: o voo de galinha do tucano João Doria foi o exemplo mais emblemático desse antipetismo de conveniência. Mas o que a esquerda não-petista parece não estar percebendo é que o sentimento antipetista presente na maioria da população não é uma mera afetação, mas sim a expressão de uma rejeição clara a certas narrativas da esquerda e a certas práticas da classe política.

No nosso entender, o sentimento antipetista presenta na população irá canalizar-se necessariamente para a direita, e isso explica em grande parte a popularidade crescente de Jair Bolsonaro. Ao apresentar o líder petista como um suposto favorito na disputa presidencial, o que os institutos de pesquisa podem estar fazendo na verdade é reforçar o sentimento antipetista a ir ainda mais em sua direção natural à direita, e dessa forma criar uma onda de voto útil em favor do candidato da direita. #CriticaNacional #TrueNews

COMPARTILHAR

2 COMENTÁRIOS

  1. A não ser que estejam contando com fraude nas urnas. Uma questão de lógica.
    Uma mentira repetida acaba se tornando verdade.

COMENTÁRIO: