por emma sarpentier
A economia venezuelana está em queda livre, com a maior inflação do planeta. Existe falta generalizada e crescente de alimentos e de medicamentos e a perspectiva é sombria, pois a situação somente piora com o tempo. A fome é continua sendo atroz. Mas enquanto isso ocorre,
uma banda mafiosa consolida o poder através de eleições fraudulentas. O saque aos cofres públicos venezuelanos não parou, e se Nicolás Maduro chegou até aqui também é por causa do silêncio cúmplices dos governos da região, e por ter enganado a todos, incluindo o Vaticano.

No último domingo, o ditador Nicolás Maduro anunciou uma vitória contundente do chavismo nas eleições municipais, e disse que o povo ganhou o direito a um Natal vitorioso e feliz. O que aconteceu foi, mais uma vez, fruto de uma fraude eleitoral. É difícil supor que o chavismo sob a tutela do Foro de São Paulo vá entregar o poder através de um processo eleitoral, e para isso recorre a intimidação, a chantagem dos funcionários públicos para forçá-los a votar. Registros eleitorais e auditorias são falsificados.

Todos esses fatos retira qualquer legitimidade dos supostos triunfos eleitorais do chavismo. Nesse domingo o ditador Nicolás Maduro perguntou à oposição, toda esquerdista socialista: Se vocês não querem eleições, para onde vão, qual é a alternativa? As armas ?A guerra? E advertiu que aqueles que se recusaram a participar dos comícios neste dia nunca mais participarão das eleições. Nesse processo, outros supostos oponentes concorreram por conta própria, agravando as fraturas dentro da oposição toda de esquerda.

Nicolás Maduro aproveitou a oportunidade para anunciar vitórias semelhantes em 2018, planeja antecipar a data das eleições presidenciais do ano que vem pra entre março e abril, e não esperar até o final do ano. Ele parece ser o favorito após o naufrágio da oposição, e para isso tem o apoio do aparelho estatal. Nicolás Maduro repetirá então a sua fraude. Durante a semana, o ditador chamou o povo para exercerem o direito ao voto, e afirmou:

Queremos lutar contra a abstenção da oposição, e quando vocês passam seu cartão da pátria nós sabemos que você votou. Porque assim como exercermos nossos direitos sociais e econômicos, exorto a Venezuela a exercer seus direitos políticos. Ninguém tem uma desculpa no domingo: a democracia deve ser defendida exercitando-a.

O cartão da pátria a que refere-se o ditador é versão venezuelana das libretas cubanas de racionamento de comida. O fato é que após  cada processo eleitoral a Venezuela afunda mais e mais nas atrocidades do comunismo. O que nós venezuelanos temos muito claro é que o Foro de São Paulo nunca vai entregar o poder através do caminho eleitoral ou pacífico.

Emma Sarpentier é colaboradora do Crítica Nacional em Caracas e dirigente do Movimento de Resistência Rumbo Libertad. Edição de texto de Paulo Eneas. #CriticaNacional #TrueNews