por mariana frechon e paulo eneas
O brasileiro Jonatan Moisés Diniz, catarinense de trinta e um anos, foi preso pelo regime de ditadura socialista venezuelano no dia 27 de dezembro quando encontrava-se no estado de Vargas,
no norte da Venezuela, desenvolvendo uma ação humanitária: distribuição de alimentos a moradores de rua. Sua família, que vive no Brasil, procurou ajuda junto ao governo brasileiro, que até o momento não forneceu qualquer informação sobre o paradeiro de Jonatan nem sobre as condições em que ele se encontra. Para quem é de fora da Venezuela é muito difícil entender qual a situação dos seus prisioneiros políticos do país.

O anúncio da prisão de Jonatan, juntamente com outros três venezuelanos, foi feito de maneira extra-oficial por Diosdado Cabello, homem forte do regime de ditadura, integrante da Assembleia Nacional Constituinte, organismo chavista não reconhecido internacionalmente, e acusado nos Estados Unidos de tráfico de internacional de drogas. O comunicado da prisão foi feito pelo próprio Diosdado Cabello na televisão estatal VTV, que acusou o brasileiro e a entidade da qual ele participa, Time to Change the Earth, de promoverem ações para desestabilizar o regime de ditadura. Uma acusação que obviamente não tem fundamento algum, e que serviu apenas de pretexto para a prisão arbitrária e ilegal. 

Jonatan vinha arrecadando donativos através destas entidades para que no Natal pudesse dar alegria a algumas crianças na Venezuela. Ele já conhecia a Venezuela há algum tempo, e nunca esperava ser preso por sua boa ação. As entidades das quais Jotantan faz parte, tanto a Time to Change the Earth quanto a Angels of Warriors, são organizações dedicadas a ajuda humanitária e não são envolvidas com assuntos políticos.

A família de Jonatan ainda não obteve informação sobre em qual prisão venezuelana ele se encontra e a chancelaria brasileira não tomou nenhuma medida concreta para exigir do regime venezuelano que informe o paradeiro, as condições em que ele se encontra e as acusações formais contra um cidadão brasileiro que, para para todos os fins práticos, encontra-se nesse momento na condição de preso político da ditadura socialista venezuelana.

Mariana Frechon é venezuelana moradora do estado de Miranda e colaboradora do Crítica Nacional na Venezuela. Edição de texto de Paulo Eneas. #CriticaNacional #TrueNews


 

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