por paulo eneas
Sobre nosso artigo anterior em que falamos das relações entre os liberais e um provável governo de Jair Bolsonaro, um leitor questionou-nos sobre o problema da exploração de riquezas naturais nacionais por multinacionais. O nosso entendimento é essa questão tem que ser analisada sob a luz da relação entre princípios liberais em economia e a defesa da soberania nacional e o posicionamento do país ante à grandes forças geopolíticas globalistas internacionais.

Em primeiro lugar, é importante ter claro que aquilo que se entende por princípios liberais na economia constitui-se num conjunto de valores e práticas que fazem parte da tradição conservadora. Afinal, nenhum conservador é favor do estatismo, de um estado que se agigante e substitua o empreendedor, ou que imponha restrições e controles ao empreendedorismo. Daí porque o uso da expressão liberal na economia e conservador nos costumes é à rigor uma redundância, ainda que seja válido o seu uso do ponto de vista pedagógico no atual cenário político e cultural brasileiro.

Isso posto, podemos tomar o exemplo concreto das privatizações: é evidente que somos favoráveis à privatização de empresas como a Petrobras ou companhias elétricas, incluindo usinas geradoras. A pergunta é se tais privatizações devem seguir a lógica estrita do mercado: quem pagar mais, leva. Nesse caso, nossa resposta é um rotundo não, e aqui reside seguramente a diferença fundamental entre a direita conservadora antiglobalista defensora da soberania nacional e os liberais:

Um governo não pode pautar suas ações estratégicas pela lógica da racionalidade econômica, mas sim pelo interesse do bem comum e pela defesa da soberania nacional.

Outro exemplo que pode ser dado diz respeito a privatizações de presídios: estes não podem ficar a cargo de uma empresa que, por exemplo, seja suspeita de ligações com o crime organizado, ainda que essa empresa faça a melhor oferta possível em um processo de privatização.

Exemplos da história que servem de lição
Existem exemplos na história recente em que decisões de governo pautadas unicamente pela racionalidade econômica resultaram em comprometimento da soberania nacional. O caso mais visível foi a adoção de políticas imigratórias generosas pelos países europeus no início da segunda metade do século passado, para baratear a mão de obra no velho mundo. Uma medida que estava sem dúvida alguma em consonância com princípios liberais econômicos stricto sensu. 

A racionalidade econômica inquestionável dessa política imigratória cobrou seu preço anos mais tarde: hoje a terceira ou quarta geração desses imigrantes, quase todos muçulmanos e formalmente cidadãos nacionais de seus respectivos países, vive em sua grande maioria na dependência do welfare state, que lhes é mais vantajoso economicamente do que arrumar emprego. Essa geração nunca integrou-se culturalmente ao mundo ocidental, fornece combatentes para o terrorismo islâmico, e deixa claro seu propósito de destruir a civilização que recebeu seus avós, para substituí-la pela civilização islâmica.

Outro exemplo mais recente, dessa vez em sentido contrário, foi do governo de Donald Trump que em setembro do ano passado vetou a aquisição do controle acionário por parte dos chineses de uma empresa privada americana do setor de alta tecnologia de ponta. Uma aquisição que seguramente estava dentro da lógica de mercado e da racionalidade econômica, mas que poderia trazer comprometimento à segurança nacional na avaliação do governo.

O desafio real de enfrentamento aos globalistas
O principal desafio enfrentado pela civilização ocidental hoje é fazer frente à aliança entre globalistas e seus empregados comunistas e o mundo islâmico. Esse enfrentamento demanda a formação de governos liderados pela direita conservadora tendo como pauta central a defesa da soberania nacional. Soberania que pode ser assegurada, entre outros, pela retirada do estado das funções que não lhes são próprias, pela não ingerência na economia para que ela prospere, e para que o estado possa então ocupar-se daquilo que é seu papel: assegurar a distribuição da justiça e garantir a defesa nacional.

Esse enfrentamento passa também pelo rompimento com acordos multilaterais que, na excelente definição dada pelo analista político Filipe G. Martins, não são nem nunca foram acordos de livre comércio, mas apenas mecanismos para a formação de burocracias transnacionais destinadas a fazer o gerenciamento do comércio internacional, privilegiando grupos monopolistas e impondo normas e regulações que sobrepõem-se às soberanias nacionais dos estados-membros signatários.

No lugar desses acordos multilaterais, um governo de direita conservadora deve privilegiar relações bilaterais com países que estejam alinhados ao embate antiglobalista, como os Estados Unidos, Israel e o eixo Japão-Coreia-Taiwan, além dos países do leste europeu. Ou seja, um governo de direita conservadora tem a obrigação de adotar todas as medidas que são chamadas de liberais na economia, mas pautar sua diretriz central pela defesa da soberania nacional e da vida das pessoas. É assim que tem feito Donald Trump. E é assim que acreditamos que fará Jair Bolsonaro.  #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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