por paulo eneas
A grande imprensa, bem como os comunistas e globalistas e seus aliados, têm usado o argumento de que a adoção do voto impresso representaria um retrocesso em relação ao sistema de votação puramente eletrônica. O argumento é cínico e enganador, pois parte da suposição de que o avanço, ou o retrocesso, de um sistema de votação é medido pelo grau de utilização de tecnologia por parte desse sistema.

Nada poderia ser mais falso e enganador.  O avanço ou retrocesso, para ficar nesses termos simplistas, de um sistema eleitoral é dado pelo grau de confiabilidade e de transparência desse sistema do ponto de vista do eleitor, e a consequente legitimidade que esse sistema confere ao governante e aos representantes eleitos por esse mesmo sistema. Por esse critério, que é o único que de fato importa, o retrocesso no sistema eleitoral brasileiro teve início quando da adoção do atual sistema de votação eletrônica, pois é um sistema que carece de confiabilidade.

O retrocesso está presente em um sistema de votação em que o eleitor não confia e que levou, à margem da lei, à excrescência da apuração secreta distante do público e dos candidatos, que torna por si só qualquer eleição ilegítima. O retrocesso está num sistema que não permite a auditoria e a recontagem dos votos, bem como na ideia estúpida de que a transparência e a confiabilidade do sistema eleitoral devem submeter-se à tecnologia e à rapidez na obtenção dos resultados, quando na verdade deve ser exatamente o contrário.

O argumento do suposto retrocesso representado pelo voto impresso é frágil e pode ser facilmente desmontado. Pois o que está em questão nessa eleição não é avanço ou retrocesso em termos de critérios tecnológicos, mas sim a  confiabilidade e a transparência do sistema eleitoral brasileiro. Confiabilidade e transparência que ficaram comprometidas desde quando o TSE, à revelia da lei, transformou as eleições brasileiras em uma caixa preta, em nome de um suposto avanço tecnológico.

E é contra essa caixa preta que os segmentos organizados da sociedade brasileira precisam e devem continuar mobilizando-se, exigindo do TSE que ele cumpra a Lei do Impresso e, principalmente, exigindo do Congresso Nacional que ele faça valer sua decisão tomada há mais dois anos, quando determinou por meio de lei a adoção do voto impresso em todas as urnas eleitorais.

A discussão não diz respeito, portanto, a uma questão abstrata sobre avanço ou retrocesso. Trata-se de cumprir a exigência de todos os brasileiros de que as eleições ocorram de modo transparente e confiável nos termos definidos pela lei. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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