por paulo eneas
O que muitas pessoas não perceberam, especialmente os ativistas de direita mais impulsivos que julgaram inteligente juntarem-se às esquerdas nessas recentes jornadas revolucionárias acreditando que poderiam dominar a narrativa, é que do ponto de vista da perspectiva de poder o presidente Michel Temer, assim como Lula, é um cachorro morto. É o outro cachorro morto do outro lado da rua. O primeiro cachorro morto, o líder criminoso petista, já está na cadeia e o segundo poderá ir em breve, tão logo passe a faixa presidencial para a direita no primeiro dia de janeiro do ano que vem.

Portanto, adotar uma estratégia política de bater exclusivamente num governo já desacreditado e próximo de seu fim é tão inócuo quanto focar a ação política no chute permanente ao cachorro morto do petismo, como faz o MBL e João Doria e como uma parte da direita acredita ser prioritário fazer. Não há motivos para a direita ficar indo atras de espantalhos para bater, uma vez que não há no horizonte político imediato qualquer pleiteante à presidência com real perspectiva de poder que esteja associado ao atual governo.

Quem detém a perspectiva de poder hoje no país é a direita, na figura de Jair Bolsonaro, cuja papel de oposição ao atual governo, bem como aos anteriores e a todo establishment político, é tão claro quanto a luz do dia. Até mesmo as pesquisas pré-eleitorais, das quais sempre desconfiamos, estão sendo obrigadas a reconhecer o favoritismo da direita.

Isso posto, cabe à direita ocupar-se em combater as forças políticas que constituem em seus inimigos reais e objetivos na disputa do poder. Ou seja, aquelas forças que hoje também têm real perspectiva de poder: de um lado a socialdemocracia tucana que poderá agregar em torno de si até mesmo segmentos do atual governo, e do outro lado os comunistas e a esquerda revolucionária em seu conjunto, incluindo os restos mortais petistas, que possivelmente irão aglutinar-se em torno de Ciro Gomes.

Nesse sentido, a estratégia de ação da direita deve pautar-se pelo enfrentamento a estas  forças que tem real perspectiva de poder, e não pautar-se unicamente ou preferencialmente pelo enfrentamento ao nossos inimigos no plano ideológico e político, como os petistas e o campo governista. Guiar a ação concreta política somente pelo viés ideológico, especialmente em uma disputa eleitoral, é um erro primário que a direita e os conservadores não podem darem-se ao luxo de cometer esse ano. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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