por paulo eneas
A esquerda revolucionária têm como estratégia tomar para si um segmento da sociedade para, sob pretexto de defender os interesses desse segmento, usar e manipular esse mesmo segmento para levar adiante sua agenda revolucionária. E essa esquerda operacionaliza essa estratégia adotando causas e demandas desse segmento que quase sempre são inquestionavelmente justas e legítimas.

Esse modo de agir da esquerda coloca um desafio moral para os conservadores: afinal, como ser contra uma demanda ou reivindicação se ela é, em si mesma, justa e legítima, e ao mesmo tempo condenar e repudiar os métodos de ação que a esquerda usa para supostamente ver essas demandas (justas e legítimas) atendidas? E dizemos supostamente, porque o objetivo da esquerda não é ver as demandas atendidas, e muitas vezes nem mesmo interessa a ela que isso ocorra: o objetivo é apenas usar a demanda como vetor para seu método revolucionário de ação.

A comunista e pedófila Simone de Beauvoir, mucama voluntária branca do maoista Jean Paul Sartre, deixou isso claro em um de seus romances, quando o personagem principal lamentava a possibilidade de ver os problemas do mundo resolvidos, pois assim não teria pelo que lutar. Essa concepção ficou escancarada por Saul Alinsky, comunista norte-americano que aprendeu técnicas de sabotagem, crime e manipulação com a Máfia de Nova York, e que em um de seus livros, dedicados a Lúcifer, ensinou a máxima de que The is not the issue, the issue is the revolution. Ou seja, a causa por importa, importa é a revolução.

No passado a esquerda usou do proletariado para suas finalidades. Hoje, seu alvo são outros segmentos: mulheres, minorias étnicas, imigrantes, homossexuais, entre outros. Assim como no passado,  esquerda revolucionária nunca pergunta a esses segmentos se eles desejam que ela, a esquerda, passe a falar por eles. Ela simplesmente arvora-se, de maneira unilateral e autoritária, à condição de porta-voz e de vanguarda desses segmentos, decidindo em nome deles o que é supostamente bom ou não para eles mesmos.

No Brasil, hoje, os revolucionários e suas linhas auxiliares fizeram o mesmo com os caminhoneiros: transformaram esse segmento profissional, com suas demandas e reivindicações justas, em seu novo proletariado momentâneo, sem perguntar-lhes se assim queriam. Pois a esquerda sabe que se perguntasse, a resposta dos caminhoneiros seria um sonoro não. E assim como no passado, pouco importam as demandas reais dos caminhoneiros, mas sim fazê-los paralisar o país para criar o caos e a desordem. E para isso incluiu-se até mesmo o voto impresso na pauta, para enganar parte da direita que inacreditavelmente caiu nessa cilada.

Os desdobramentos recentes da greve e do locaute, com os prejuízos de bilhões de reais para o setor produtivo, com os atos de violência e agressão contra os próprios caminhoneiros, como inúmeros vídeos na rede mostram, com o cerceamento da liberdade de ir e vir das pessoas, com o desabastecimento deliberado que atinge principalmente os mais pobres, entre outros, deixam clara uma conclusão inequívoca que o Crítica Nacional adotou desde o início: não há, como nunca houve, motivo algum para apoiar esse movimento de greve, pois ele nunca representou os interesses reais dos caminhoneiros e muito menos os interesses do país.  #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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