por paulo eneas
Conforme já era esperado, Pedro Parente pediu demissão hoje da Petrobras. Também conforme esperado, as ações da estatal despencaram e tiveram suas negociações temporariamente suspensas na Bolsa de Valores. E também como era de se esperar, os petistas e as esquerdas em geral comemoram a queda do presidente da estatal. O Brasil, em vários aspectos, é previsível. 

A Petrobras foi virtualmente destruída na era petista. No ano de 2010, o valor de mercado da estatal era de US$270 bilhões. Em janeiro de 2016 chegou a US$21 bilhões, uma perda de mais de noventa por cento, valor que prosseguiu caindo até um pouco antes do impeachment da ex-presidente petista. A gestão de Pedro Parente, que ao lado da gestão de Ilan Goldfajn no Banco Central são as duas únicas coisas positivas no governo Temer, vinha permitindo a progressiva recuperação da estatal, recuperação essa necessária para sua futura privatização. 

No entanto, a política de preços que a gestão de Pedro Parente praticava no mercado nacional de óleo diesel, setor no qual a Petrobras detém participação de cerca de 70%, vinha sendo duramente criticada, pois penalizava agricultores e caminhoneiros e demais setores da economia que dependem fortemente do diesel. As oscilações e aumentos quase diários nos preços do combustível tornavam impossível o planejamento das empresas e autônomos, como os caminhoneiros, em função da imprevisibilidade. 

A queda de Pedro Parente foi comemorada por petistas e por todas as correntes de esquerda. Ou seja, pelas mesmas forças política que em passado recente promoveram a quase destruição da empresa estatal.

Com a fragilização política ainda mais acentuada do já quase-moribundo governo Temer, é provável que a estatal volte a se tornar moeda de troca no toma-lá-dá-cá do governo federal, reforçando assim prática tão condenada pelo deputado Jair Bolsonaro que, corretamente, identifica nessas relações espúrias entre executivo e legislativo por meio das estatais, uma das raízes da corrupção e da ineficiência do estado. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews


 

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